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07 março 2017

RESENHA 3 EM 1 | As Crônicas dos Krinars


SINOPSE

Encontros Íntimos  

 Um romance sombrio e intrigante que atrairá fãs de relacionamentos eróticos e turbulentos...
No futuro próximo, os krinars governam a Terra. Uma raça avançada de outra galáxia, eles ainda são um mistério para nós — e estamos completamente à mercê deles.
Tímida e inocente, Mia Stalis é uma universitária na cidade de Nova Iorque que sempre teve uma vida muito comum. Como a maioria das pessoas, ela nunca teve qualquer interação com os invasores. Até que um dia no parque muda tudo. Tendo atraído o olhar de Korum, ela agora deve lidar com um krinar poderoso e perigosamente sedutor que quer possuí-la e nada o impedirá de tê-la para si.
Até onde você iria para recuperar a liberdade? Quando sacrificaria para ajudar seu povo? O que escolheria ao começar a se apaixonar pelo inimigo?

Obsessão Íntima


Livro 2 de uma trilogia completa da autora best-seller do New York Times e do USA Today.
A esperada continuação de Encontros Íntimos...
Em Lenkarda — a principal colônia dos krinars na Terra — Mia está completamente à mercê de Korum. Sem ter como partir e sem saber como operar até mesmo as tecnologias mais básicas dos krinars, Mia não tem escolha além de confiar no K que a levou até lá — o amante que ela traiu.
Ele manterá a promessa de levá-la para casa ou Mia está destinada a ser prisioneira dele para sempre? Pode uma humana se tornar parte da sociedade dos krinars? Korum a ama ou só quer possuí-la?

Lembrança Íntima

O terceiro livro da trilogia completa de uma autora best-seller do New York Times
A conclusão impressionante da trilogia de romance de ficção científica best-seller internacional
Quando um inimigo implacável finalmente ataca, Mia e Korum enfrentarão o maior teste de seu relacionamento. Mas são os próprios segredos de Korum que poderão acabar por separá-los.
Das praias da Costa Rica a um planeta em uma galáxia distante, eles vivem uma história de amor que pode mudar o mundo.


RESENHA:

Diferentemente de todos os livros de extraterrestres que eu já li ou ouvi falar esses não narram a invasão em si, a história começa cinco anos depois do ocorrido, com as espécies já coexistindo, ainda que tortuosamente. Mia Stalis é o perfeito esteriótipo de mocinha frágil. Ela é pequena, magra, virgem, tímida inconsciente da própria beleza, insegura, com dificuldades na área afetiva apesar de ser muito inteligente e com um histórico de namorados facilmente desprezível. Em contraponto, Korum é o esteriótipo perfeito de macho dominador. Bonito, forte, alto, seguro, intimidante, determinado, com mais mulheres do que pode contar no histórico, por n motivos ele é diferente de tudo que a mocinha já vira antes e pra completar ainda é meio proibido. 

Eu costumo dizer que primeiro livros de histórias com mundos fantasiosos são os mais chatos porque há toda uma parte teórica daquela fantasia a ser explicada para o leitor, mas incrivelmente esse não foi um ponto que me incomodou nesse livro. A parte teórica da ficção foi uma coisa sendo descoberta aos poucos no decorrer das páginas, com os detalhes sendo revelados apenas quando eram importantes. Porém, para compensar teve muita coisa que me incomodou de verdade, como por exemplo o fato de como Korum trata a Mia. Eu tive que me forçar a entender que ele não era humano, ele era de outra espécie, de outro planeta, com outros costumes e instintos e mesmo assim só foi uma coisa que começou a entrar na minha cabeça apenas no último livro quando vemos mais esse lado dos alienígenas.

A forma com que Korum trata Mia no primeiro livro é revoltante. Ele a persegue, ignora a vontade própria dela, faz com que ela sinta que não sabe de nada por ser muito jovem (nos padrões dele), muitas vezes coloca a inexperiência de Mia contra ela, brinca com as sensações físicas que sabe que desperta mesmo que saiba também que a mente consciente de Mia luta contra elas.   Em resumo, ele se reserva o direito de tratá-la como quiser ao alegar que tem direito sobre ela (ponto que vai ser explicado melhor no decorrer da história).

Todos os livros contam com cenas de sexo. Muitas. Explícitas. Inclusive eu quase abandonei a leitura na primeira vez de ambos de tão revoltada que eu estava com a forma que ele a estava tratando. Não me entendam mal, ele não é um total carrasco, sabe mimar e fazer concessões, mas é preciso entender que ele está em uma posição que não tem direito de fazer concessões, só de aceitar as escolhas dela. Eu foco nesse ponto porque eu sei que muitos jovens leem esse tipo de histórias e acabam romantizando esses abusos por falta de experiência e achando que a dominação (não me refiro a sadomasoquismo) é o comum quando se trata de relacionamentos e não é.   

A medida em que os livros vão avançando, vamos sendo introduzidos na cultura dos krinars e entendendo muitos fatores importantes sobre Korum, o que esclarece alguns comportamentos dele. Esse é outro fator crítico quando penso nos jovens que leem essas histórias. Alguns podem se submeter a esse tipo de relacionamento achando que o cara vai mudar que nem o mocinho da história, que ele só é ciumento e possessivo agora, que a mania de mandar nela é só uma fase, então ela aceita esperando que ele mude por amor. O que eu falo serve tanto para meninos quanto para meninas, para ambas as posições nesse tipo de relacionamento. Isso é muito problemático, não vá por esse caminho.

Eu decidi continuar a leitura principalmente por causa disso, porque eu senti a necessidade falar com esse público jovem que o blog tem. O livro tem uma fantasia legal, verossímil até, e aborda um assunto muito explorado no ramo do entretenimento, mas ele também tem sérias falhas e isso não pode ser ignorado. Eu queria pedir a vocês que ao ler um livro (ou qualquer outra coisa), reflitam e problematizem o que está ali sem aceitar como verdade absoluta porque a gente acaba aplicando muita coisa, seja consciente ou inconscientemente, na nossa vida. A gente quer a parte boa da história e acha a parte ruim suportável por causa dela e não é, por favor, queiram suas histórias só com partes boas, não aceitem as ruins, não se contentem com elas.  

21 fevereiro 2017

RESENHA | Borborema


Sinopse:

Annabel é uma mulher fria e calculista, que fugiu do seu passado para a cidade grande e construiu uma vida "segura" e invejada por muitos. Sua intenção era nunca mais olhar para trás, porém um telefonema muda tudo e a obriga a voltar à Borborema, a fazenda de sua família.
    
Lá, ela terá que enfrentar muito mais do que inicialmente havia imaginado. Conflitos familiares, medos particulares, um assassinato que de alguma forma pode estar relacionado a ela e um homem que promete abalar as estruturas nada firmes de seu ser. 
    
Borborema promete envolver e encantar o leitor da primeira à última página. 

Resenha:

Eu sei que esse título pode não soar estranho aqui no blog porque eu já fiz as primeiras impressões dele por aqui, mas agora, como blog parceiro da autora tivemos acesso ao livro na integra e corremos para trazer a resenha para vocês.
Como eu disse nas primeiras impressões, o livro começa com Annabel no tribunal, lugar onde ela se sente mais confortável, mas além disso, somos apresentados a uma Annabel que acima de tudo se esforça para não precisar de ninguém, para ser independente e autossuficiente. Acho que muitas vezes nem ela se dá conta disso e é forçada a enfrentar tudo quando recebe uma ligação do lugar que tinha abandonado muitos anos atrás. Lá, ela tinha deixado para trás não só a fazenda na qual crescera, mas também toda sua família, seu coração e grande parte de si mesma.
O primeiro nó a ser desfeito no livro é o que fizera Annabel abandonar Borborema e fugir de Siqueira Campos em primeiro lugar, mas esse é o primeiro, de no mínimo três nós. Eu não consigo rotular Borborema em um único gênero, engana-se, como eu me enganei, quem acha que é só mais um romance. Só que é um romance, e é também um mistério, e um livro de investigação e ação.
Annabel volta para casa, passa um tempo tentando lidar com várias versões diferentes dela mesma que foram obrigadas a se confrontar e vários fatores externos parecem querer deixá-la louca.
Mas Annabel encontra o amor de novo, ainda que lute contra ele. E isso, foi a coisa que mais me incomodou em todo livro e foi mais uma particularidade do personagem do que qualquer outra coisa. Foi uma birra pessoal com a protagonista mesmo, daquele tipo que eu queria a sacudir e falar umas poucas e boas, sabe? haha.
Acontece que Annabel tem a vida dela na capital, é independente, bem-sucedida e uma profissional estimada, mas ela encasqueta que precisa de um homem para cuidar dela, que precisa de filhos e blá blá blá. O problema não é ela desejar um homem ao seu lado e querer construir uma família, é como ela parece achar que nunca vai ser feliz sem isso sendo que ela viveu anos por si mesma e estava satisfeita com a vida que tinha. Eu entendo que ela abdicou de algumas coisas para viver outras, mas a vida é feita de escolhas e não dá pra conseguir tudo. Quando ela focou na satisfação profissional, a vida pessoal dela ficou em segundo plano e não há nada de errado nisso, foi uma escolha e durante um tempo isso bastou para ela até que não era mais suficiente. Foi nesse ponto que eu me irritei, ela sabia que podia ser feliz com a vida antiga porque já fora, mas aí ela passa a achar que não pode mais ser suficiente para si mesma, que precisa de um homem para cuidar dela sendo que ela sempre se cuidou sozinha. Ah, por favor. Porém, eu entendi que precisava aceitar as escolhas dela e aí fiquei de bem com Annabel de novo.
Não me interpretem mal, é um ótimo sinal o fato de eu me chatear com a protagonista, quer dizer que a história, a trama me envolveu tanto que eu vejo o personagem como uma pessoa e não só como alguém que não existe fora das páginas do livro. E, de fato, a escrita te envolve e os personagens soam verrosímeis, com seus defeitos e indecisões.
Aí o livro dá outra guinada, a vida romântica da protagonista não é mais o foco, ainda que esteja sempre em um plano secundário. Segredos não revelados, crimes, trapaças, inimigos, aliados, sujeiras, tiros, sangue, ação... Tudo isso se enlaça numa teia que prende Annabel no meio e somos levados juntos.
Acho que posso dizer que em Borborema vemos o amadurecimento de Annabel, mesmo que ela se acha a velha sábia no quesito coisas da vida, eu posso citar pelo menos quatro Annabeis diferentes no decorrer do livro e no final, eu entendo que ela teve que se perder para se encontrar e agradeço por ela ter deixado a gente acompanhá-la nessa aventura. 

Vocês podem adquirir o livro no site da editora e acompanhar as novidades na página do facebook do livro.

23 janeiro 2017

TOP | Filmes românticos na Netflix


Tem vezes que a gente só quer um romance água com açúcar, ou talvez um daqueles destruidores que você fica dias chorando, ou aquele que te faz repensar toda a história dos seus relacionamentos. O fato é que as vezes a gente só quer um romance e eu fiz aqui uma lista com dez romances que tem na Netflix para você, eu, todo mundo puxar os lencinhos.
P.S.: Está em ordem alfabética porque não acho que eu seria capaz de escolher meu preferido.

#1 10 Coisas que eu odeio em você

Esse é um daqueles clássicos inesquecíveis que a gente se irrita com o protagonista para aos poucos ser conquistada por ele também.


#2 (500) Dias com ela

Tudo bem você questionar o sentido da vida depois desse filme, eu também fiz isso. Ele é um clichê que foge de tudo o que a gente espera, eu sei, fui bem controversa, mas é verdade! O final faz com que a gente pare para pensar sobre tudo o que a gente sabe sobre o amor e sobre as linhas tortas que ele caminha.


#3 A fera

Eu sei que esse aqui é mais adolescente, mais colegial, só que ele também trás uma mensagem interessante sobre valores. Não vai ser um filme para você chorar horrores, mas vai ser uma boa distração.


#4 A primeira vez

Esse filme é muito divertido e conta com várias carinhas conhecidas do mundo dos seriados. Ele trata do drama da sua primeira vez só que é diferente pois aborda a perspectiva do homem e também é um filme mais adolescente, mas eu curti muito.


#5 Cartas para Julieta

Esse filme trás aquele ar de completude do amor, das suas várias fases. Eu já considero um clássico, é muito gostoso de assistir fora que tem as paisagens maravilhosas da Itália de fundo.


#6 Footloose - Ritmo contagiante

Sou meio suspeita pra falar, adoro filme com dança. Esse aqui é uma nova versão do clássico de 1984, não é um filme muito cabeça e tal, mas eu gosto da forma como ele brinca com estereótipos.


#7 In your eyes

Esse aqui eu ainda não assisti, mas está na lista. Eu me deparei com ele, a sinopse foi atraente e tinha nota boa, então me declaro perdoada por ter colocado ele aqui sem ter assistido. Titia ama vocês haha


#8 Lembranças

Confesso que chorei nesse filme. Você vai, se envolve no drama do cara problemático e quando vê já tá super envolvida até o pescoço e tem reviravoltas que tu não esperava aí só me restou chorar. Uma coisa que eu gostei muito nesse longa é que eu pude conhecer um Pattison fora de Crepúsculo (o papel em Harry Potter não conta, né).


#9 Querido John

Desidratei com o livro, desidratei com o filme. Meu Deus do céu, esse aqui já é um clássico, não é? Eu sei que é o segundo filme da Amada que eu coloco na lista, mas eu a amo, me deixem. Eu gosto muito como esse filme retrata o amor altruísta. Preparem os lencinhos.


#10 Simplesmente acontece

Friendzone. Dá pra definir bem esse filme assim, ao ponto de você ficar frustrado com isso. Mas ele não é só isso, eu gosto muito da linha do tempo dele e como o filme consegue se conectar com quem está assistindo.


Extra: Questão de tempo

É extra por que, apesar de eu tê-lo assistido na Netflix, ele não consta mais no catálogo. Só que eu confesso que esse filme tem lugar cativo no meu coração. Que filme mais amorzinho, gente! Ele não tem os protagonistas padrões que encontramos em um romance, ele tem sua vertente de ficção e tal, mas ele passa uma mensagem tão forte através de personagens tão cativantes que não sei o que falar, só sentir. É aquele tipo de longa que fica com você um bom tempo depois do fim.

Sinopse:
Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

Vocês podem acessar o trailer nesse link. E é isso, espero que tenham gostado. Se quiser sugerir algum filme que não consta na lista é só deixar nos comentários.






08 novembro 2016

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: BORBOREMA


Borborema é a mais nova obra da autora parceira do blog Letícia Godoy. Ela vem se apresentando em novos gêneros e vem trazendo pra gente esse romance com gostinho de interior e cheiro de terra molhada em seis capítulos de degustação. Acompanhe para descobrir o que você pode esperar dentro dessas páginas.

Sinopse:

Annabel é uma mulher fria e calculista, que fugiu do seu passado para a cidade grande e construiu uma vida "segura" e invejada por muitos.
Sua intenção era nunca mais olhar para trás, porém um telefonema muda tudo e a obriga a voltar à Borborema, a fazenda de sua família.
Lá, ela terá que enfrentar muito mais do que inicialmente havia imaginado. Conflitos familiares, medos particulares, um assassinato que de alguma forma pode estar relacionado a ela e um homem que promete abalar as estruturas nada firmes de seu ser.


24 junho 2016

Resenha: Deixe-me entrar



Sinopse:


Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir a verdade para que a família tenha a afastado, uma vez que não ficou convencida de que a preocupação com os seus estudos seria o único motivo.
Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seus pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais do que gostaria de saber.
Cercada por muito mais perigos e desafios do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se para os desafios do futuro rapidamente se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?

Sobre a autora:


Letícia Maria de Godoy nasceu em 13 de fevereiro de 1994 na cidade de Curitiba, no Paraná, porém cresceu em Siqueira Campos, onde descobriu, sentada sob as sombras da casa onde morava, o seu gosto pela leitura. Aprendeu a ler e escrever aos 4 anos de idade, tendo como primeira professora sua mãe, e aos 8 anos começou a escrever seus primeiros contos em restos de cadernos escolares. Desde então, nunca mais parou. Aos 17 anos passou no vestibular para ingressar na faculdade de Letras, um sonho que se tornou realidade. Aos 18 anos, publicou três contos na antologia intitulada Pontos da Vida, sua primeira aventura no ramo da literatura. Atualmente dedica-se a escrita de romances, a revisões textuais e pesquisas no ramo da linguística aplicada.


Resenha: 

Deixe-me entrar é um livro em que o sobrenatural é natural. É um romance, é uma aventura e é uma fantasia.
 Uma coisa que me marcou muito no início é o quanto Julianne Ipswich é necessitada do amor e da afeição familiar. Apesar do que ela tenta passar, não importa se ela teve pais postiços maravilhosos ou que ela se autodenomine madura o bastante para lidar com o abandono, ela continua sendo uma menina frágil. 
Anne, como ela prefere, foi deixada ainda pequena em um colégio interno na Suíça e cresceu sem receber nem visitas. É inconcebível para ela o motivo já que seus pais tiveram tantos filhos antes dela e nenhum deles recebeu o mesmo tratamento. Ainda assim ela foi "adotada" por um casal de professores que não tiveram filhos e teve todo o amor do mundo dado por eles. 
De uma hora para outra, seu pai enfim aparece para levá-la para casa, mas, a essa altura, onde é realmente sua casa? Julianne volta à América, mas tudo lhe é estranho: sua família, seus costumes, sua casa e ela mesma.
E, aos poucos e abruptamente, Anne descobre o que realmente são as pessoas que a cercam, o perigo que corre e o quão já está envolvida com tudo isso sem nem saber porque nunca houve uma escolha, talvez para os outros, mas não para ela. 
O livro começa com um prólogo que se passa na França de 1464, é um capítulo que conta com um português um pouco mais arcaico se comparado ao atual e com um caráter histórico bem marcante. É também um dos trechos mais dramáticos e sentimentais de toda a história. 
A história em si se passa no século XXI, mas alguns elementos como o fato da família de Julianne morar em um castelo e alguns personagens trajarem vestes de outros tempos faz com que tudo na verdade pareça bem antigo. Ainda que isso se justifique por se tratar de uma cultura sobrenatural específica, soou pouco sutil para mim o resultado desse encontro de épocas. 


Sendo bem do contra, digo que a protagonista não é minha personagem preferida pois é um tanto quanto previsível e isso fica bem visível principalmente nas suas relações românticas: ela é jovem, certinha ao extremo, ingênua e até quando dá a louca, não surpreende, mas um ponto forte dela é a determinação de ferro.
Uma coisa muito legal do livro são as referências, elas são bem sutis, tanto que posso até ter imaginado algumas: de Drácula a Crepúsculo. A diagramação é linda e a revisão muito bem feita. A capa é maravilhosa e já conquista de primeira. Dá para perceber que o livro foi pensado com muito carinho para os leitores, sabe? É muito atenciosa a necessidade que a autora sentiu em criar um apêndice que explicasse melhor o mundo que ela criou e os termos novos para nós. 
O enredo se desenvolve surpreendentemente bem do meio para o final e prende o leitor mesmo, eu terminei sem saber lidar com o fato que não tinham mais páginas e desesperada para o lançamento do segundo volume, só sei que amo termos a Letícia como autora parceira!

Onde adquirir:

- No site da Editora Arwen
- No site da Livraria Cultura
- No site da Livraria Martins Fontes Paulista e também na loja física localizada na Av. Paulista.
- E-book no site da Amazon



15 fevereiro 2015

Top 5: Romances não tão conhecidos

Por Natália Castro

#1: My favourite mistake

- Sinopse:

Taylor Caldwell não consegue decidir se ela quer beijar seu novo colega de faculdade ou socá-lo. Por um lado, Hunter Zaccadelli é um belo de olhos azuis com pacote de charme. Por outro lado, ele é um pacote tatuado e guitarrista de bad boy. Talvez seja por isso que Taylor tem medo de se apaixonar por ele, ou qualquer outra pessoa. Ela não quer se machucar, e mesmo que suas colegas de quarto o adorem, ela quer que ele vá embora, antes que seja tarde demais. O próprio Hunter já foi machucado antes, mas o fato de Taylor conseguir desequilibrá-lo e ainda ter o mais sexy sorriso, o faz decidir que talvez o amor não é uma causa perdida. Eles fazem uma aposta: se ela puder convencê-lo de que ela realmente ama ou o odeia, ele vai sair do apartamento - e deixá-la sozinha. O problema é que, quanto mais tempo passam juntos, menos ela o odeia, e mais se move em direção ao amor. Mas quando o homem que detém a chave para o medo de Taylor, que é desistir de fazer seu coração ressurgir, ameaça destruir tudo, ela tem que decidir: confiar em Hunter com seu maior segredo, ou fazer tudo em seu poder para ganhar essa aposta e afastá-lo para sempre.

#2: Hopeless - Caso Perdido

- Sinopse:
Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente. 






#3: Métrica - Slammed

- Sinopse:
O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 



  

#4: Alpha

- Sinopse:
A primeira vez que isso aconteceu, parecia um milagre, algo impossível. As contas estavam se acumulando, totalizando muito mais dinheiro do que eu poderia ganhar. Despesas hospitalares da mamãe. A escola do meu irmãozinho. A minha escola. Aluguel. Conta de luz. Tudo isso nas minhas costas. E eu tinha acabado de perder meu emprego. Não havia jeito, não havia dinheiro em minha conta, nem trabalho a vista. E então, quando eu pensei que toda a esperança estava perdida, encontrei um envelope na caixa de correio. Nenhum endereço de remetente. Meu nome na frente, meu endereço. Dentro havia um cheque, feito para mim, no valor de dez mil dólares. O suficiente para pagar as contas e me deixar alguma sobra para viver até que eu encontrasse um emprego. O suficiente para deixar que eu me concentrasse nas aulas. Não havia nenhum nome no cheque, apenas “VRI Inc.,” e um endereço de caixa postal de algum lugar da cidade. Nenhum indício de identidade ou o motivo ou qualquer coisa. Nenhuma menção de reembolso, juros, nada... a não ser uma única palavra num bilhete: " Você ". Apenas aquelas quatro letras. Se você recebesse um cheque misterioso, com dinheiro suficiente para acabar com todas as suas preocupações, você iria descontá-lo? Eu o fiz. No mês seguinte, recebi outro cheque, novamente de VRI Incorporated. Ele também continha uma única palavra: "Pertence". Um terceiro cheque, no próximo mês. Desta vez, duas palavras. Quatro letras. "A mim". Os cheques continuaram chegando. Os bilhetes pararam. Dez mil dólares, a cada mês. Uma garota se acostuma com isso, bem rápido. Os cheques me permitiram pagar minhas contas sem me endividar. Consegui manter meu irmãozinho na escola e os cuidados paliativos da mamãe pagos. Como você abre mão do que parece ser dinheiro de graça, quando você está desesperada? Você não abre. Eu não abri. E então, depois de um ano, escuto uma batida na minha porta. Uma limusine preta elegante estava estacionada em frente à minha casa. Um motorista ficou na minha frente e ele falou seis palavras : "É hora de pagar sua dívida." Você teria feito? Eu fiz.

 

#5: Breathe - Sea Breeze

 - Sinopse: 
 O trabalho de verão de Sadie White não é na praia, sendo uma salva-vidas ou servindo mesas, como a maioria das garotas de sua idade. Com sua mãe solteira e grávida se recusando a trabalhar, Sadie tem que assumir o trabalho de sua mãe como empregada doméstica para uma das famílias mais ricas que virão para a ilha durante as férias. Quando a família chega, Sadie é surpreendida ao saber que o proprietário da casa é Jax Stone, um dos mais sexys rockstar adolescente do mundo. Se Sadie não tivesse passado a vida ajudando sua mãe e cuidando de casa, ela poderia ter a vida normal o suficiente para se sentir satisfeita trabalhando para uma estrela do rock. Mesmo que Sadie não se impressione com a fama de Jax, ele é atraído por ela. Tudo sobre Sadie fascina Jax, mas ele luta contra a atração. As relações nunca funcionam em seu mundo e ao mesmo tempo ele a quer mais e mais, e ele acredita que ela merece muito mais. Mas, no final do verão, Jax descobre que ele não pode respirar sem Sadie. Mas pode o amor sobreviver a seu estilo de vida tão desigual? Ou eles vão aprender estar um sem o outro e a respirar novamente?


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