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09 março 2017

RESENHA | O Último Adeus Cynthia Hand


*Desfecho: 1- resultado final, conclusão. 2- última parte da narrativa na qual se resolve o nó ou enredo da ação.

 Se me pedissem para descrever esse livro em uma frase eu diria: "a busca pelo desfecho". É basicamente esse o assunto do livro, encontrar uma maneira de aceitar e superar a morte de Ty.
 O livro mostra o crescimento dos personagens, o amadurecimento e a passagem por cada fase até à conclusão final.
 Me fez pensar sobre a importância, sim da morte e como ela é inevitável, sobre como algumas coisas da vida acontecem e ainda que você acredita ser capaz de mudá-las, elas independem da sua vontade ou atitude. Me fez refletir sobre o ato de me sentir culpada, a forma como lida com meus amigos e familiares, mas mais que isso me fez pensar muito sobre empatia, sobre quanto, às vezes, ainda que são por um minuto é importante e necessário se colocar no lugar do outro.
 O que mais gostei na história foi a construção dos personagens, a forma como a autora os apresenta e como representa o seu crescimento interior, apresentando cada fase até o processo final.
 É uma leitura difícil por se tratar de um tema complicado mas que precisa ser discutido e apresentado. Eu esperei mais do livro, não é o tipo de leitura que possua um clímax ou ponto mais forte, o que pode proporcionar uma leitura arrastada mas ainda assim, necessária e construtiva.
 É interessante a a leitura para aprender a superar o que passou, a seguir em frente e encontrar seu desfecho, a ter empatia e pensar mais em como o outro se sentiria passando por determinadas situações.
 Um sick lit maravilhoso, um dos melhores já lidos por mim pela forma que trata de um assunto tão polêmico.

 "As melhores coisas são assim, Lex, as mais lindas. Parte da beleza vem do fato de elas viverem pouco."

Por Nalu

08 março 2017

RESENHA | 4. Por que Indiana, João?

Livro com Capa Majoritariamente Amarela: Por que Indiana, João? - Danilo Leonardi
              
               Boa noite, pessoal! Tudo bem? Hoje (com um leve atraso devido ao carnaval, hehe) vou falar sobre o quarto livro do desafio Literário, que refere-se ao primeiro livro lido de Fevereiro. E a obra da vez foi "Por que Inidiana, João?" 
               Nossa, pera! Como podia me esquecer? O livro é nacional (MUITO AMOR, NÉ?) e o autor tem uma escrita formidável, além de ambientar os acontecimentos em meio a sociedade brasileira atual... dentro de escolas, participando de programas de televisão e acompanhando a vida de youtubers. Danilo Leonardi consegue trazer a realidade para dentro desse livro, mesmo sem ser um livro baseado em fatos reais. A história que acontece no livro podia (e pode) acontecer ao seu lado. 
Resultado de imagem para por que indiana joão              O nome é curioso, e se você olhar pra capa, vai correndo querer ler esse livro! O trabalho de arte, diagramação e edição dessa obra são fenomenais. Em matéria de beleza, é um livro 5 estrelas.
            A trama, envolvente e instigante, apresenta a juventude de um estudante chamado João (cujo apelido é Indiana) e que sofre de bullying na escola. Antes que vocês possam reclamar, este NÃO é um livro maçante e chato sobre como evitar bullying e blá blá blá. É uma história verossímil, concisa e conteudista que te coloca dentro do problema e te faz sentir a sujeira que é esse comportamento.
                A abordagem tratada pelo livro é feita de maneira direta e cru. Não há enroscos ou atrasos na desenvoltura da trama, demonstrando o estilo simples e incisivo do autor. A história ganha movimentação depois que João, ao sofrer um ataque de um garoto na escola pela enésima vez, revida as ameaças batendo no grandalhão. Alguém filma o ocorrido e o vídeo bomba no Youtube.
                Já viu, né? João fica famoso e cheio de fãs. O garoto que sofria bullying agora se safou das garras de seu abusador. Mas esse não é o único lado da história. Seus amigos continuavam sofrendo bullying e os grandalhões continuavam sendo grandalhões com os outros. A vida de João vira de cabeça pra baixo e ele precisa conviver com a separação de seus pais, vida de celebridade instantânea, romances com garotas da escola e fãs que concordam em solucionar o problema de bullying com violência (até mesmo armados).
                Não vou continuar para evitar dar spoilers sobre essa trama surpreendente e gostosa de ler. (Terminei em um dia só!) Corre pegar sua cópia desse livro e vem descobrir o final surpreendente  que com certeza vai te ensinar e entreter muito.

Falows, galera!      

          


Felipe Mosquetta

07 março 2017

RESENHA 3 EM 1 | As Crônicas dos Krinars


SINOPSE

Encontros Íntimos  

 Um romance sombrio e intrigante que atrairá fãs de relacionamentos eróticos e turbulentos...
No futuro próximo, os krinars governam a Terra. Uma raça avançada de outra galáxia, eles ainda são um mistério para nós — e estamos completamente à mercê deles.
Tímida e inocente, Mia Stalis é uma universitária na cidade de Nova Iorque que sempre teve uma vida muito comum. Como a maioria das pessoas, ela nunca teve qualquer interação com os invasores. Até que um dia no parque muda tudo. Tendo atraído o olhar de Korum, ela agora deve lidar com um krinar poderoso e perigosamente sedutor que quer possuí-la e nada o impedirá de tê-la para si.
Até onde você iria para recuperar a liberdade? Quando sacrificaria para ajudar seu povo? O que escolheria ao começar a se apaixonar pelo inimigo?

Obsessão Íntima


Livro 2 de uma trilogia completa da autora best-seller do New York Times e do USA Today.
A esperada continuação de Encontros Íntimos...
Em Lenkarda — a principal colônia dos krinars na Terra — Mia está completamente à mercê de Korum. Sem ter como partir e sem saber como operar até mesmo as tecnologias mais básicas dos krinars, Mia não tem escolha além de confiar no K que a levou até lá — o amante que ela traiu.
Ele manterá a promessa de levá-la para casa ou Mia está destinada a ser prisioneira dele para sempre? Pode uma humana se tornar parte da sociedade dos krinars? Korum a ama ou só quer possuí-la?

Lembrança Íntima

O terceiro livro da trilogia completa de uma autora best-seller do New York Times
A conclusão impressionante da trilogia de romance de ficção científica best-seller internacional
Quando um inimigo implacável finalmente ataca, Mia e Korum enfrentarão o maior teste de seu relacionamento. Mas são os próprios segredos de Korum que poderão acabar por separá-los.
Das praias da Costa Rica a um planeta em uma galáxia distante, eles vivem uma história de amor que pode mudar o mundo.


RESENHA:

Diferentemente de todos os livros de extraterrestres que eu já li ou ouvi falar esses não narram a invasão em si, a história começa cinco anos depois do ocorrido, com as espécies já coexistindo, ainda que tortuosamente. Mia Stalis é o perfeito esteriótipo de mocinha frágil. Ela é pequena, magra, virgem, tímida inconsciente da própria beleza, insegura, com dificuldades na área afetiva apesar de ser muito inteligente e com um histórico de namorados facilmente desprezível. Em contraponto, Korum é o esteriótipo perfeito de macho dominador. Bonito, forte, alto, seguro, intimidante, determinado, com mais mulheres do que pode contar no histórico, por n motivos ele é diferente de tudo que a mocinha já vira antes e pra completar ainda é meio proibido. 

Eu costumo dizer que primeiro livros de histórias com mundos fantasiosos são os mais chatos porque há toda uma parte teórica daquela fantasia a ser explicada para o leitor, mas incrivelmente esse não foi um ponto que me incomodou nesse livro. A parte teórica da ficção foi uma coisa sendo descoberta aos poucos no decorrer das páginas, com os detalhes sendo revelados apenas quando eram importantes. Porém, para compensar teve muita coisa que me incomodou de verdade, como por exemplo o fato de como Korum trata a Mia. Eu tive que me forçar a entender que ele não era humano, ele era de outra espécie, de outro planeta, com outros costumes e instintos e mesmo assim só foi uma coisa que começou a entrar na minha cabeça apenas no último livro quando vemos mais esse lado dos alienígenas.

A forma com que Korum trata Mia no primeiro livro é revoltante. Ele a persegue, ignora a vontade própria dela, faz com que ela sinta que não sabe de nada por ser muito jovem (nos padrões dele), muitas vezes coloca a inexperiência de Mia contra ela, brinca com as sensações físicas que sabe que desperta mesmo que saiba também que a mente consciente de Mia luta contra elas.   Em resumo, ele se reserva o direito de tratá-la como quiser ao alegar que tem direito sobre ela (ponto que vai ser explicado melhor no decorrer da história).

Todos os livros contam com cenas de sexo. Muitas. Explícitas. Inclusive eu quase abandonei a leitura na primeira vez de ambos de tão revoltada que eu estava com a forma que ele a estava tratando. Não me entendam mal, ele não é um total carrasco, sabe mimar e fazer concessões, mas é preciso entender que ele está em uma posição que não tem direito de fazer concessões, só de aceitar as escolhas dela. Eu foco nesse ponto porque eu sei que muitos jovens leem esse tipo de histórias e acabam romantizando esses abusos por falta de experiência e achando que a dominação (não me refiro a sadomasoquismo) é o comum quando se trata de relacionamentos e não é.   

A medida em que os livros vão avançando, vamos sendo introduzidos na cultura dos krinars e entendendo muitos fatores importantes sobre Korum, o que esclarece alguns comportamentos dele. Esse é outro fator crítico quando penso nos jovens que leem essas histórias. Alguns podem se submeter a esse tipo de relacionamento achando que o cara vai mudar que nem o mocinho da história, que ele só é ciumento e possessivo agora, que a mania de mandar nela é só uma fase, então ela aceita esperando que ele mude por amor. O que eu falo serve tanto para meninos quanto para meninas, para ambas as posições nesse tipo de relacionamento. Isso é muito problemático, não vá por esse caminho.

Eu decidi continuar a leitura principalmente por causa disso, porque eu senti a necessidade falar com esse público jovem que o blog tem. O livro tem uma fantasia legal, verossímil até, e aborda um assunto muito explorado no ramo do entretenimento, mas ele também tem sérias falhas e isso não pode ser ignorado. Eu queria pedir a vocês que ao ler um livro (ou qualquer outra coisa), reflitam e problematizem o que está ali sem aceitar como verdade absoluta porque a gente acaba aplicando muita coisa, seja consciente ou inconscientemente, na nossa vida. A gente quer a parte boa da história e acha a parte ruim suportável por causa dela e não é, por favor, queiram suas histórias só com partes boas, não aceitem as ruins, não se contentem com elas.  

17 janeiro 2017

RESENHA | Antes que eu vá




"TALVEZ"...você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Um, dois, três ou dez milhões de amanhãs... Tanto tempo, que você possa nadar nele, deixar rolar e enrolar-se nele, deixá-lo cair como moedas por entre os dedos. Tanto tempo, que você possa desperdiçá-lo. Mas, para alguns de nós, há apenas o hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará a sua vez.

Sinopse:

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento.
Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.



Resenha:

Digamos que eu já comecei a ler esse livro com uma cerda dose de spoiler. Eu tinha visto primeiro o trailer na internet, inclusive compartilhei com vocês na página do blog no Facebook, e pelos comentários do trailer descobrir que tinha um livro e fui correndo ler no intuito de conseguir publicar a resenha antes que o filme estreasse e cá estamos nós.
A primeira impressão que os capítulos iniciais passa é que vai ser mais um livro batido sobre o colegial: a hierarquia, as fofocas, os relacionamentos, as amizades e afins. Até que Sam morre. Repetidas vezes. Samantha é uma menina popular, no topo da hierarquia, com três amigas inseparáveis e um namorado esportista. Eu sei, eu sei, é bem clichê, mas a medida que ela vai entendendo o que está acontecendo, tentando mudar a forma como o dia acaba, tentando consertar todos os seus erros, a gente -e ela- vai vendo tudo o que ela teve que deixar pra trás para ser a garota que ela é hoje em Thomas Jefferson e questionando se tudo isso valeu a pena.
Em um único dia, ainda que repetidas vezes, Samantha consegue conhecer mais as pessoas a sua volta do que conheceu a vida inteira, sua forma de pensar e seus conceitos são estilhaçados na sua frente e suas dúvidas e anseios são tão verdadeiros que consegue nos tocar de verdade.
Admito que saber como o dia vai decorrer, apesar de Sam sempre mudar alguma coisa nele, torna-se entediante alguma vezes e faz a leitura ficar cansativa. Ao mesmo tempo é interessante ver os diferentes pontos de vista de um mesmo dia. Se, às 10h40 do dia 1, Sam estava na cafeteria, por exemplo, no mesmo horário do dia 2 ela pode estar no estacionamento e ver coisas e pessoas que não viu e que estavam acontecendo simultaneamente no mesmo horário. Eu achei bem legal a autora brincar bem com isso.
Quebrando meu pré-conceito inicial, o livro termina com umas reflexões bem interessantes e trazendo uma significação maior do que a gente esperava. Esse livro me surpreendeu, espero que o filme também o faça.

Trailer







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