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09 março 2017

RESENHA | O Último Adeus Cynthia Hand


*Desfecho: 1- resultado final, conclusão. 2- última parte da narrativa na qual se resolve o nó ou enredo da ação.

 Se me pedissem para descrever esse livro em uma frase eu diria: "a busca pelo desfecho". É basicamente esse o assunto do livro, encontrar uma maneira de aceitar e superar a morte de Ty.
 O livro mostra o crescimento dos personagens, o amadurecimento e a passagem por cada fase até à conclusão final.
 Me fez pensar sobre a importância, sim da morte e como ela é inevitável, sobre como algumas coisas da vida acontecem e ainda que você acredita ser capaz de mudá-las, elas independem da sua vontade ou atitude. Me fez refletir sobre o ato de me sentir culpada, a forma como lida com meus amigos e familiares, mas mais que isso me fez pensar muito sobre empatia, sobre quanto, às vezes, ainda que são por um minuto é importante e necessário se colocar no lugar do outro.
 O que mais gostei na história foi a construção dos personagens, a forma como a autora os apresenta e como representa o seu crescimento interior, apresentando cada fase até o processo final.
 É uma leitura difícil por se tratar de um tema complicado mas que precisa ser discutido e apresentado. Eu esperei mais do livro, não é o tipo de leitura que possua um clímax ou ponto mais forte, o que pode proporcionar uma leitura arrastada mas ainda assim, necessária e construtiva.
 É interessante a a leitura para aprender a superar o que passou, a seguir em frente e encontrar seu desfecho, a ter empatia e pensar mais em como o outro se sentiria passando por determinadas situações.
 Um sick lit maravilhoso, um dos melhores já lidos por mim pela forma que trata de um assunto tão polêmico.

 "As melhores coisas são assim, Lex, as mais lindas. Parte da beleza vem do fato de elas viverem pouco."

Por Nalu

07 março 2017

RESENHA 3 EM 1 | As Crônicas dos Krinars


SINOPSE

Encontros Íntimos  

 Um romance sombrio e intrigante que atrairá fãs de relacionamentos eróticos e turbulentos...
No futuro próximo, os krinars governam a Terra. Uma raça avançada de outra galáxia, eles ainda são um mistério para nós — e estamos completamente à mercê deles.
Tímida e inocente, Mia Stalis é uma universitária na cidade de Nova Iorque que sempre teve uma vida muito comum. Como a maioria das pessoas, ela nunca teve qualquer interação com os invasores. Até que um dia no parque muda tudo. Tendo atraído o olhar de Korum, ela agora deve lidar com um krinar poderoso e perigosamente sedutor que quer possuí-la e nada o impedirá de tê-la para si.
Até onde você iria para recuperar a liberdade? Quando sacrificaria para ajudar seu povo? O que escolheria ao começar a se apaixonar pelo inimigo?

Obsessão Íntima


Livro 2 de uma trilogia completa da autora best-seller do New York Times e do USA Today.
A esperada continuação de Encontros Íntimos...
Em Lenkarda — a principal colônia dos krinars na Terra — Mia está completamente à mercê de Korum. Sem ter como partir e sem saber como operar até mesmo as tecnologias mais básicas dos krinars, Mia não tem escolha além de confiar no K que a levou até lá — o amante que ela traiu.
Ele manterá a promessa de levá-la para casa ou Mia está destinada a ser prisioneira dele para sempre? Pode uma humana se tornar parte da sociedade dos krinars? Korum a ama ou só quer possuí-la?

Lembrança Íntima

O terceiro livro da trilogia completa de uma autora best-seller do New York Times
A conclusão impressionante da trilogia de romance de ficção científica best-seller internacional
Quando um inimigo implacável finalmente ataca, Mia e Korum enfrentarão o maior teste de seu relacionamento. Mas são os próprios segredos de Korum que poderão acabar por separá-los.
Das praias da Costa Rica a um planeta em uma galáxia distante, eles vivem uma história de amor que pode mudar o mundo.


RESENHA:

Diferentemente de todos os livros de extraterrestres que eu já li ou ouvi falar esses não narram a invasão em si, a história começa cinco anos depois do ocorrido, com as espécies já coexistindo, ainda que tortuosamente. Mia Stalis é o perfeito esteriótipo de mocinha frágil. Ela é pequena, magra, virgem, tímida inconsciente da própria beleza, insegura, com dificuldades na área afetiva apesar de ser muito inteligente e com um histórico de namorados facilmente desprezível. Em contraponto, Korum é o esteriótipo perfeito de macho dominador. Bonito, forte, alto, seguro, intimidante, determinado, com mais mulheres do que pode contar no histórico, por n motivos ele é diferente de tudo que a mocinha já vira antes e pra completar ainda é meio proibido. 

Eu costumo dizer que primeiro livros de histórias com mundos fantasiosos são os mais chatos porque há toda uma parte teórica daquela fantasia a ser explicada para o leitor, mas incrivelmente esse não foi um ponto que me incomodou nesse livro. A parte teórica da ficção foi uma coisa sendo descoberta aos poucos no decorrer das páginas, com os detalhes sendo revelados apenas quando eram importantes. Porém, para compensar teve muita coisa que me incomodou de verdade, como por exemplo o fato de como Korum trata a Mia. Eu tive que me forçar a entender que ele não era humano, ele era de outra espécie, de outro planeta, com outros costumes e instintos e mesmo assim só foi uma coisa que começou a entrar na minha cabeça apenas no último livro quando vemos mais esse lado dos alienígenas.

A forma com que Korum trata Mia no primeiro livro é revoltante. Ele a persegue, ignora a vontade própria dela, faz com que ela sinta que não sabe de nada por ser muito jovem (nos padrões dele), muitas vezes coloca a inexperiência de Mia contra ela, brinca com as sensações físicas que sabe que desperta mesmo que saiba também que a mente consciente de Mia luta contra elas.   Em resumo, ele se reserva o direito de tratá-la como quiser ao alegar que tem direito sobre ela (ponto que vai ser explicado melhor no decorrer da história).

Todos os livros contam com cenas de sexo. Muitas. Explícitas. Inclusive eu quase abandonei a leitura na primeira vez de ambos de tão revoltada que eu estava com a forma que ele a estava tratando. Não me entendam mal, ele não é um total carrasco, sabe mimar e fazer concessões, mas é preciso entender que ele está em uma posição que não tem direito de fazer concessões, só de aceitar as escolhas dela. Eu foco nesse ponto porque eu sei que muitos jovens leem esse tipo de histórias e acabam romantizando esses abusos por falta de experiência e achando que a dominação (não me refiro a sadomasoquismo) é o comum quando se trata de relacionamentos e não é.   

A medida em que os livros vão avançando, vamos sendo introduzidos na cultura dos krinars e entendendo muitos fatores importantes sobre Korum, o que esclarece alguns comportamentos dele. Esse é outro fator crítico quando penso nos jovens que leem essas histórias. Alguns podem se submeter a esse tipo de relacionamento achando que o cara vai mudar que nem o mocinho da história, que ele só é ciumento e possessivo agora, que a mania de mandar nela é só uma fase, então ela aceita esperando que ele mude por amor. O que eu falo serve tanto para meninos quanto para meninas, para ambas as posições nesse tipo de relacionamento. Isso é muito problemático, não vá por esse caminho.

Eu decidi continuar a leitura principalmente por causa disso, porque eu senti a necessidade falar com esse público jovem que o blog tem. O livro tem uma fantasia legal, verossímil até, e aborda um assunto muito explorado no ramo do entretenimento, mas ele também tem sérias falhas e isso não pode ser ignorado. Eu queria pedir a vocês que ao ler um livro (ou qualquer outra coisa), reflitam e problematizem o que está ali sem aceitar como verdade absoluta porque a gente acaba aplicando muita coisa, seja consciente ou inconscientemente, na nossa vida. A gente quer a parte boa da história e acha a parte ruim suportável por causa dela e não é, por favor, queiram suas histórias só com partes boas, não aceitem as ruins, não se contentem com elas.  

21 fevereiro 2017

RESENHA | Borborema


Sinopse:

Annabel é uma mulher fria e calculista, que fugiu do seu passado para a cidade grande e construiu uma vida "segura" e invejada por muitos. Sua intenção era nunca mais olhar para trás, porém um telefonema muda tudo e a obriga a voltar à Borborema, a fazenda de sua família.
    
Lá, ela terá que enfrentar muito mais do que inicialmente havia imaginado. Conflitos familiares, medos particulares, um assassinato que de alguma forma pode estar relacionado a ela e um homem que promete abalar as estruturas nada firmes de seu ser. 
    
Borborema promete envolver e encantar o leitor da primeira à última página. 

Resenha:

Eu sei que esse título pode não soar estranho aqui no blog porque eu já fiz as primeiras impressões dele por aqui, mas agora, como blog parceiro da autora tivemos acesso ao livro na integra e corremos para trazer a resenha para vocês.
Como eu disse nas primeiras impressões, o livro começa com Annabel no tribunal, lugar onde ela se sente mais confortável, mas além disso, somos apresentados a uma Annabel que acima de tudo se esforça para não precisar de ninguém, para ser independente e autossuficiente. Acho que muitas vezes nem ela se dá conta disso e é forçada a enfrentar tudo quando recebe uma ligação do lugar que tinha abandonado muitos anos atrás. Lá, ela tinha deixado para trás não só a fazenda na qual crescera, mas também toda sua família, seu coração e grande parte de si mesma.
O primeiro nó a ser desfeito no livro é o que fizera Annabel abandonar Borborema e fugir de Siqueira Campos em primeiro lugar, mas esse é o primeiro, de no mínimo três nós. Eu não consigo rotular Borborema em um único gênero, engana-se, como eu me enganei, quem acha que é só mais um romance. Só que é um romance, e é também um mistério, e um livro de investigação e ação.
Annabel volta para casa, passa um tempo tentando lidar com várias versões diferentes dela mesma que foram obrigadas a se confrontar e vários fatores externos parecem querer deixá-la louca.
Mas Annabel encontra o amor de novo, ainda que lute contra ele. E isso, foi a coisa que mais me incomodou em todo livro e foi mais uma particularidade do personagem do que qualquer outra coisa. Foi uma birra pessoal com a protagonista mesmo, daquele tipo que eu queria a sacudir e falar umas poucas e boas, sabe? haha.
Acontece que Annabel tem a vida dela na capital, é independente, bem-sucedida e uma profissional estimada, mas ela encasqueta que precisa de um homem para cuidar dela, que precisa de filhos e blá blá blá. O problema não é ela desejar um homem ao seu lado e querer construir uma família, é como ela parece achar que nunca vai ser feliz sem isso sendo que ela viveu anos por si mesma e estava satisfeita com a vida que tinha. Eu entendo que ela abdicou de algumas coisas para viver outras, mas a vida é feita de escolhas e não dá pra conseguir tudo. Quando ela focou na satisfação profissional, a vida pessoal dela ficou em segundo plano e não há nada de errado nisso, foi uma escolha e durante um tempo isso bastou para ela até que não era mais suficiente. Foi nesse ponto que eu me irritei, ela sabia que podia ser feliz com a vida antiga porque já fora, mas aí ela passa a achar que não pode mais ser suficiente para si mesma, que precisa de um homem para cuidar dela sendo que ela sempre se cuidou sozinha. Ah, por favor. Porém, eu entendi que precisava aceitar as escolhas dela e aí fiquei de bem com Annabel de novo.
Não me interpretem mal, é um ótimo sinal o fato de eu me chatear com a protagonista, quer dizer que a história, a trama me envolveu tanto que eu vejo o personagem como uma pessoa e não só como alguém que não existe fora das páginas do livro. E, de fato, a escrita te envolve e os personagens soam verrosímeis, com seus defeitos e indecisões.
Aí o livro dá outra guinada, a vida romântica da protagonista não é mais o foco, ainda que esteja sempre em um plano secundário. Segredos não revelados, crimes, trapaças, inimigos, aliados, sujeiras, tiros, sangue, ação... Tudo isso se enlaça numa teia que prende Annabel no meio e somos levados juntos.
Acho que posso dizer que em Borborema vemos o amadurecimento de Annabel, mesmo que ela se acha a velha sábia no quesito coisas da vida, eu posso citar pelo menos quatro Annabeis diferentes no decorrer do livro e no final, eu entendo que ela teve que se perder para se encontrar e agradeço por ela ter deixado a gente acompanhá-la nessa aventura. 

Vocês podem adquirir o livro no site da editora e acompanhar as novidades na página do facebook do livro.

31 janeiro 2017

RESENHA | Série Ten Tiny Breaths: Respire

Sinopse: Kacey Cleary não chora, não suporta o toque das pessoas e canaliza sua energia para treinos intensos de kickboxing. Tudo isso depois de um ano de reabilitação física e de mergulhar num mundo de drogas e álcool para tentar lidar com a perda dos pais, da melhor amiga e do namorado, num acidente de carro do qual ela foi a única sobrevivente. Protagonista de “Respire”, primeiro livro da série Ten Tiny Breaths, sucesso de K.A. Tucker que chega ao Brasil pelo selo Fábrica 231, Kacey chegou ao fundo do poço, mas resolve lutar para sair de lá por Livie, a irmã caçula. Depois de irem morar com uma tia religiosa fanática e seu marido alcoólatra, as duas fogem para Miami para tentar recomeçar, e Kacey terá que enfrentar seus fantasmas para derrubar o muro que ergueu ao seu redor. Às vezes, respirar torna-se uma missão quase impossível, mas K.A. Tucker mostra que é preciso neste romance sobre perdas, amizade, amor e superação.

Resenha:

A primeira ideia que a gente tem de Kacey é que ela é uma pessoa forte, dura até. Só que com o decorrer do livro a gente percebe o quão frágil e quebrada ela é. Kacey teve que lidar com muito, muito cedo. A parte feia da vida dançou na sua frente e ela nunca se recuperou, apesar de achar que sim e embora tenha a consciência de que é uma pessoa diferente do que fora.
Kacey é uma guerreira, uma lutadora e faz qualquer coisa pelas pessoas que ama e poucas pessoas entram nessa lista. Quando sente que precisa voltar a si, abandonar o ciclo destrutivo que vivia e tomar as rédeas da situação, ela põe tudo de si nisso, não por ela própria, mas pela irmã que precisa proteger. Uma mudança de cenário se mostra decisiva na vida das irmãs e a esperança ressurge, primeiro timidamente, depois como um dia ensolarado.
Kacey é uma personagem complexa. Ela é extremamente segura quanto a sua sexualidade e está confortável com ela de um jeito que não costumamos ver porque a mocinha é sempre insegura e luta contra isso na maioria das histórias e ela não. Ao mesmo tempo que seus pesadelos são uma parte significante dela, ela acorda de manhã e luta contra um novo dia. Os personagens secundários são igualmente complexos, são quase uma lufada de ar fresco em todo o enredo intenso da carga pesada que a protagonista carrega.
Obviamente, há romance, mas é ele mutuamente benéfico e destrutivo num panorama geral e eu gosto disso, eu gosto como abrange ambas visões. Uma coisa interessante nesse livro é como ele é dividido não só em capítulos, como também pelas fases do luto, apesar de já ter se passado anos do acidente, e como essas fases passam a se encaixar em outros aspectos da vida de Kacey. Eu achei isso brilhante. Eu, particularmente, achei essa capa maravilhosa e no decorrer da história vocês vão perceber que o título faz perfeito sentido. O final dessa história é catártico, mexe de verdade com nossa empatia e por mim poderia ter terminado facilmente nesse livro, mas se trata do primeiro de cinco. Eu estou ansiosa quanto as histórias dos próximos porque pelas capas podemos observar que Kacey não será mais a protagonista e eu acho de verdade que vários personagens secundários tem enredo o suficiente para um livro solo, então eu estou bem curiosa e podem esperar para ver as resenhas dos próximos livros em breve.


29 janeiro 2017

RESENHA | Sr. Daniels


"Eu odiava o quão perto estávamos, e quão distante nos sentíamos."
"Eu amava o quão distante estávamos, e quão perto nos sentíamos."



Sinopse: Um amor proibido no melhor estilo de Romeu Julieta.                                                                                       Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre.

 Resenha:

Acho que esse é um dos livros que faz a gente entender que o que faz uma história boa são as suas particularidades. O enredo pode soar clichê, uma garota que tem seu mundo virado de cabeça para baixo, está perdida até que se apaixona, e sinceramente é. Ashlyn perde sua irmã e perde também muito do que conhece, mas acima disso ela perde a si mesma. E quando eu digo que ela perde a si mesma não é naquele sentido figurado clássico que indica que ela está perdida, é que Ashlyn é forçada a se encarar quando ela não pode mais se esconder atrás da sua gêmea. Junte tudo isso com uma mudança de cidade indesejada, um relacionamento forçado com um pai que sempre fora ausente, dar de cara com uma família perfeita feliz da qual você nunca fez parte e um romance proibido em um caldeirão que você tem Sr. Daniels.
Mas novamente, o encanto desse livro está nas suas particularidades. Seus personagens são incrivelmente bem construídos, cada um com suas manias, suas coisas estranhas e suas personalidades nem um pouco clichês. Os diálogos são super inteligentes e cheio de frases que a gente tem que ler umas duas vezes porque elas conseguem ficar em você mesmo. O fato que Shakespeare é praticamente um personagem da história é muito legal e ele aparece sempre de formas divertidas - e intensas-. As reflexões acerca da morte são muitas vezes pesadas, mas eu acho que esse é um assunto tratado como ele é de fato, pesado.
Por se tratar de um livro new adult/young adult  já fica subentendido que não é adequado para pessoas muito novas, por isso a autora não se restringe quanto as cenas de sexo, ainda que sejam de bom gosto. É um livro de escrita leve, divertida, mas ao mesmo tempo que te faz refletir. Várias vezes eu me vi sorrindo lendo, como outras eu também precisei abandonar a leitura para poder digerir o que eu tinha acabado de ler. Mas, no fim das contas, valeu muito a pena para mim e espero que valha para você também!


25 janeiro 2017

RESENHA 2 EM 1 | Corte de Espinho e Rosas


Olá, olá, pessoal. Então, durante um tempo eu adotei esse estilo de resenha que abrangia mais de um livro, normalmente de trilogias completas, e vocês acabaram gostando. Não sei dizer o motivo de ter parado, mas agora volteeeei! Hoje venho com uma dupla, os dois primeiros volumes de uma saga com oito livros. Venho só com dois porque os outros seis ainda não foram lançados, infelizmente. Ficou curioso? Senta que lá vem história!

Corte de Espinho e Rosas
Sinopse: Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.
Corte de Névoa e Fúria

Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro.
Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Resenha:

Eu li o primeiro volume algum tempo atrás por recomendação de um amigo e não tinha ouvido falar dele antes disso. Quando bati os olhos nessa capa maravilhosa - mais bonita do que a do segundo volume se me permite dizer - sabia que tinha que ler. Corte de Espinho e Rosas não é um livro ruim, mas entenda ele como a introdução de todo um novo universo, de uma mitologia, então para mim algumas partes soavam mais paradas, porém eu entendia que se tratando de uma fantasia a história pedia isso.
O primeiro volume tem 433 páginas, ou seja, podemos considera-lo um livro grosso, mas a leitura não é pesada. A escrita da Sarah j. Mass consegue fluir mesmo nas partes que eu considerava mais estagnadas. Começamos livro de uma perspectiva completamente diferente, com Feyre lutando para manter a si mesma e a sua família viva. Apesar de ser uma fantasia, o livro tem pontos que se chocam muito com a realidade, a luta de Feyre nesses primeiros capítulos é um desses pontos. Vemos a divisão de classe, vemos o preconceito, o status, e etc, coisas que não estão muito longe da nossa própria realidade.
Na segunda parte de Corte de Espinho e Rosas entramos literalmente em uma corte e conhecemos a parte bonita de um mundo que os humanos foram privados. Se foi por escolha própria ou por decreto é uma coisa que vocês vão descobrir, mas é aí que a mitologia entra com força e um novo universo dança diante dos nossos olhos. A guinada que o livro dá no final é espetacular, as coisas começam a acontecer em cadeia e você não consegue mais parar de ler.  Entre lendas, profecias e crenças Feyre descobre o que realmente importa pra ela e o que vale a pena lutar de verdade.
Corte de Névoa e Fúria conta com 658 páginas, sim, é consideravelmente mais grosso que o anterior, mas novamente a escrita não pesa, ao contrário, nem sentimos as páginas passarem. Nele conhecemos uma Feyre diferente, ela cresce diante dos nossos olhos e nossa sintonia com a personagem fica mais aguçada. Esse segundo volume é mais adulto que o primeiro em várias questões, seja nas cenas de sexos que são explícitas ainda que sejam de bom gosto, ou nos pontos tratados. Pontos que eu considero importante de serem tratados, diga-se de passagem. A autora é bem sucedida em nos mostrar que existem vários tipos de amor, em nos mostrar que ninguém é totalmente bom ou totalmente mau. As delicadas nuances do ser humano - no caso dos feéricos - são tratadas brilhantemente.
Fui surpreendida algumas vezes - o que não é uma coisa fácil de se fazer - e mesmo quando eu intuía os acontecimentos eles se mostravam na história de uma forma diferente do que eu tinha imaginado. As cenas de ação são maravilhosamente bem construídas, todas as cenas importante são, na verdade. A gente consegue sentir as emoções junto com os personagens. Uma crítica que eu tenho a fazer é que, como no primeiro volume, o final do segundo tem uma guinada interessante de acontecimentos em cadeia e alguns deles eu gostaria que fossem mais detalhados, contados com mais calma, mas no final não fazia diferença nenhuma.
Quando eu terminei Corte de Espinho e Rosas decidi que ele era um livro bom, com uma fantasia bem estruturada, mas ele não era um livro que eu recomendaria com tanta veemência como faço agora depois de ter lido o segundo. Se eu achava a mitologia boa no primeiro, no segundo ela só se desenvolve mais, trazendo informações novas e cenários incríveis. Eu realmente mal posso esperar pelo próximo.

24 janeiro 2017

RESENHA | xXx: REATIVADO


 Estreado no Brasil no dia 19 de janeiro de 2017, xXx: REATIVADO (no original: xXx : Return of Xander Cage) tem como gênero ação e suspense e foi colocado pelos críticos como uma das melhores estreias do mês.
 A trama do filme começa quando criminosos misteriosos roubam a “caixa de pandora” capaz de controlar todos os satélites do Globo, logo os mesmos começam a despencar de suas orbitas e cair na Terra. Preso em um beco sem saída, a procura de “vingar” a morte de um amigo, Xander Cage (Vin Diesel) aceita a missão de recuperar a “caixa”. Após muito drama, suspeitas e picuinhas, tudo termina em explosões, tiro e muita arte marcial.
 Tendo como elenco grandes atores como Samuel L. Jackson, Donnie Yen e Ruby Rose, Triple X chamou minha atenção pela comédia envolvida no meio, o que vem se tornando um ponto forte nos filmes de ação, de alguma forma estão sempre tentando dar um ar cômico e dessa vez eles fizeram isso muito bem.
 Houve toda a tensão e medo daqueles personagens que você se apegou durante o longa morrerem, mas também houve muitas risadas e orgulho, de minha parte. Admito que fui procurar assistir o filme apenas para ver Kris Wu (Ex-membro do grupo de K-Pop, EXO). É claro que eu esperava mais do papel dele, por se tratar de um asiático e por ter muita pancadaria, mas a atuação dele foi impecável e ele estava um amor durante o filme todo. Muito fácil de se apaixonar.
 Também há destaque para a atuação de Ruby Rose que me seduziu com o sarcasmo da sua personagem e com seus olhares. Ela é definitivamente uma grande atriz. E palmas para Nina Dobrev, logo eu que a julgava tanto amei a atuação dela no filme e garanto a vocês que vocês também irão amar.
 Apesar das típicas mentiras de filmes de ação, apesar das cenas de lutas bem “isso é impossível”, o roteiro da película é maravilhoso, tem como produtor o próprio Vin Diesel e até a participação de Neymar Junior que deveria atuar melhor, na minha opinião.
 Garanto que o filme vai te entreter e deixo aqui a minha critica de que não foi dinheiro desperdiçado. Beijos de açúcar e até a próxima

Resenha por: Jessica Castellamare


Resultado de imagemData de lançamento: 19 de janeiro de 2017 (1h 47min)
Direção: D.J. Caruso
Elenco: Vin Diesel, Donnie Yen, Deepika Padukone mais
Gêneros: Ação, Suspense
Nacionalidade: Eua
Sinopse: Xander Cage (Vin Diesel) desiste de sua aposentadoria quando Xiang, um guerreiro alfa mortal, coloca suas mãos em uma arma indestrutível chamada de "Caixa de Pandora". Xander recruta os melhores soldados do mundo para destruir o vilão e paralelamente tem que enfrentar uma resistência formada por governos corruptos de todo o mundo.

17 janeiro 2017

RESENHA | Antes que eu vá




"TALVEZ"...você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Um, dois, três ou dez milhões de amanhãs... Tanto tempo, que você possa nadar nele, deixar rolar e enrolar-se nele, deixá-lo cair como moedas por entre os dedos. Tanto tempo, que você possa desperdiçá-lo. Mas, para alguns de nós, há apenas o hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará a sua vez.

Sinopse:

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento.
Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.



Resenha:

Digamos que eu já comecei a ler esse livro com uma cerda dose de spoiler. Eu tinha visto primeiro o trailer na internet, inclusive compartilhei com vocês na página do blog no Facebook, e pelos comentários do trailer descobrir que tinha um livro e fui correndo ler no intuito de conseguir publicar a resenha antes que o filme estreasse e cá estamos nós.
A primeira impressão que os capítulos iniciais passa é que vai ser mais um livro batido sobre o colegial: a hierarquia, as fofocas, os relacionamentos, as amizades e afins. Até que Sam morre. Repetidas vezes. Samantha é uma menina popular, no topo da hierarquia, com três amigas inseparáveis e um namorado esportista. Eu sei, eu sei, é bem clichê, mas a medida que ela vai entendendo o que está acontecendo, tentando mudar a forma como o dia acaba, tentando consertar todos os seus erros, a gente -e ela- vai vendo tudo o que ela teve que deixar pra trás para ser a garota que ela é hoje em Thomas Jefferson e questionando se tudo isso valeu a pena.
Em um único dia, ainda que repetidas vezes, Samantha consegue conhecer mais as pessoas a sua volta do que conheceu a vida inteira, sua forma de pensar e seus conceitos são estilhaçados na sua frente e suas dúvidas e anseios são tão verdadeiros que consegue nos tocar de verdade.
Admito que saber como o dia vai decorrer, apesar de Sam sempre mudar alguma coisa nele, torna-se entediante alguma vezes e faz a leitura ficar cansativa. Ao mesmo tempo é interessante ver os diferentes pontos de vista de um mesmo dia. Se, às 10h40 do dia 1, Sam estava na cafeteria, por exemplo, no mesmo horário do dia 2 ela pode estar no estacionamento e ver coisas e pessoas que não viu e que estavam acontecendo simultaneamente no mesmo horário. Eu achei bem legal a autora brincar bem com isso.
Quebrando meu pré-conceito inicial, o livro termina com umas reflexões bem interessantes e trazendo uma significação maior do que a gente esperava. Esse livro me surpreendeu, espero que o filme também o faça.

Trailer







15 janeiro 2017

RESENHA | Cidade dos Etéreos


     Cidade dos Etéreos é o segundo volume da trilogia 'O Lar das Crianças Peculiares' escrita por Ramson Riggs, e acredito ser um livro que cria uma ponte bastante envolvente e bem desenvolvida entre o início e final do conflito entre as raças peculiares. 
     O livro começa bem próximo de onde o primeiro se conclui e o seu desenrolar inicial se dá, basicamente, pela busca da Ymbryne perdida no último confronto entre peculiares e etéreos. Entretanto, o objetivo principal das crianças é alterado logo nos primeiros capítulos, quando  elas descobrem que o problema de transformação da Srta. Peregrine pode ser mais grave do que parece. É a partir daí que toda a parte realmente legal do livro começa.
Apesar de seu início ser deveras monótono, o livro consegue surpreender no quesito 'ação' ao passo que a história se desenvolve mais. Neste podemos conhecer mais sobre as peculiaridades das crianças em geral, em especial as de Jacob e Hugh, que fizeram um arraso durante os eventos que se sucedem na obra.
     Um ponto bastante agradável deste volume é que somos apresentados a peculiares ainda mais peculiares. Sim, isso é possível e as imagens dão um toque bem instigante. Nos primeiros acontecimentos conhecemos a Fauna Peculiar, animais incrivelmente peculiares com habilidades incríveis. Outro aspecto que me agradou bastante, foi a aparição de peculiares ainda mais cativantes, como a Sam e Os Gêmeos cegos. Pena que a aparição deles, tanto dos animais quanto das novas crianças foram bastante rápida, mas acredito que teremos mais no próximo, devido à alguns acontecimentos.  
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     Quem convive comigo sabe o quando me apaixonei pelo primeiro livro da trilogia 'Lar das Crianças Peculiares', e ao ler este não foi nem um pouco diferente. O livro assume, a partir da metade, um ritmo eletrizante e nos proporciona um plot twist arrebatador no final, deixando aí o gancho para a continuação no próximo livro.
     No geral, o ponto que mais me decepcionou foi a "insipidez" de alguns capítulos e eventos. Para mim, o autor enrolou mais do que era necessário em alguns momentos, em especial no início que leva um tempinho para conseguir te prender de verdade.
     Por fim, gostaria de salientar minha completa decepção com a adaptação do livro anterior, quem assistiu e leu sabe do que estou falando. Embora seja uma ADAPTAÇÃO, o diretor Tim Burton fez uma TRANSFORMAÇÃO e acabou dando para história um final que, na minha opinião, não vale a pena continuar a franquia.

Cidade dos EtéreosTítulo: Cidade dos Etéreos
Autor: Ransom Riggs
Ano: 2016
Editora: Intrínseca
Páginas: 384 páginas
Sinopse: Cidade dos Etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

14 janeiro 2017

Resenha - Trono de Vidro

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Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.

O primeiro livro nos apresenta a personagem principal Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, uma jovem de 18 anos, que possui um passado sombrio e um destino não tão diferente. Outrora uma grande assassina, uma vez capturada, agora vive nas minas de sal de Endovier, onde é tratada como escrava. Para sua surpresa a sentença que imaginou ter pelo resto da vida é interrompida por uma proposta, de lutar ou morrer. Sem muitas opções ela decide lutar, pois qualquer coisa seria melhor do que a morte impiedosamente lenta que possuía.
Entretanto, nem sempre as coisas saem como planejado, além de ter que conviver com o rei de Adarlan que é odiado e abominado por Celaena, ela ainda tem que lidar com os assassinatos que ocorrem aos participantes do campeonato. Ela procura então resolver o mistério, antes que seja a próxima a perder a vida.
Diferente daquelas protagonistas cheias de mimimi, Celaena não tem medo de sujar as mãos. Apesar de ser jovem apresenta um coração forte, que já enfrentou muitas batalhas, internas e externas, utiliza de sua aparência para subestimar seus adversários, sabe que possui uma beleza invejada, e utiliza-se disso para ser ainda mais letal. Não pensa duas vezes antes de enfiar uma adaga no peito de quem quer que seja. Uma jovem de atitude, que sabe apreciar as coisas boas da vida, como música, roupas, e livros.


“Celaena sentiu que o príncipe a observava, olhava para suas costas e para as três cicatrizes que o decote da camisola deixava à mostra.

– Suas cicatrizes são horríveis.
– Todos carregamos cicatrizes, Dorian. As minhas são apenas mais visíveis que as da maioria. ”



A saga é uma fantasia, quatro livros já foram lançados até agora, o 5º foi lançado fora do Brasil, a programação é que chegue aqui no primeiro semestre de 2017. Cada livro contra uma etapa da surpreendente história de Celaena e seus amigos. Surpreendente é a palavra certa para descrever cada livro, pois cada um traz novos acontecimentos, novos personagens, novas batalhas para nossa incrível assassina. Em observação, o livro A lâmina da assassina, conta a história de como Celaena foi capturada, muitas coisas acontecem neste contexto, nem todas coisas são boas, então preparem os lencinhos. 
A história inclui castelos, batalhas, magia, príncipes, bailes e morte. 
Ótimos ingredientes para uma aventura incrível... Quer mais?? Espero só para ler as sequencias...😉😉😉
Para finalizar separei uma playlist de musicas de mulheres poderosas, tenho certeza que Celaena iria gostar 😏😏 Ouça aqui.


Espero que tenham gostado, está é uma ótima leitura, fica a dica 😉 
Até a próxima... Beijoss!!


J.P.

13 janeiro 2017

Resenha | Sonata em Punk Rock de Babi Dewet


Para quem gosta de livros juvenis com romance e uma boa pitada de música vai adorar Sonata em Punk Rock. O livro mostra a história de Tim, uma garota pobre que vive com sua mãe no Rio de Janeiro e ama rock, contudo ela vê sua vida transformada quando seu pai um famoso violoncelista resolve dá as caras depois de ter abandonado ela e sua mãe em prol de sua carreira. Este dá a oportunidade a Tim de ter seus estudados pagos por ele na Academia Margareth Vilela, uma escola especializada em música que se localiza na Cidade da Música onde só os melhores estudam lá. Aproveitando da oportunidade e do talento herdado do pai, inclusive o ouvido absoluto em que faz esta enxergar notas e arranjos com facilidades, Tim embarca para a Cidade da Música onde sua vida muda completamente.

O livro embora tenha uma linguagem simples que para mim requer mais diálogos e os personagens serem meio irritantes no começo tem como grande vantagem a parte da música, fazendo com que o leitor se este pesquisar entre no mundo da Cidade da Música, conhecendo mais sobre música clássica e rock, minha recomendação é que quando for lendo o livro vá escutando junto a música que dá o nome ao capítulo, pois fazendo isso a leitura do livro se torna muito mais prazerosa, fazendo com que crie ainda mais empatia com os personagens.

Quanto a autora já vi muita gente criticando a linguagem da Babi Dewet, mas até agora nos livros que já li dela eu gosto muito, principalmente da junção que esta faz entre música e literatura, caso goste deste livro recomendo ler também 'Um Ano Inesquecível', um livro com quatro histórias uma para cada estação do ano, sendo que a Babi fica com a do outono, um conto o qual eu me apaixonei.

Bem, Sonata em Punk Rock faz parte da trilogia Cidade da Música, só tendo apenas o primeiro lançado até o momento, contudo apesar da Babi nos fazer apaixonar por Tim e Kim <3 está trilogia não vai ser sequenciada, sendo que os outros livros serão histórias de outros personagens da Cidade da Música.

Enfim, espero que aceitem o desafio e leiam Sonata em Punk Rock vocês não irão se arrepender.

“A vida é como uma orquestra; são necessários muitos instrumentos em harmonia para que a música toda faça sentido. Mas, na maioria das vezes, você nem sabe tocar esses instrumentos. E, sempre vai ter alguém dizendo que seu gosto musical é ruim, mesmo que seja o som que te faz feliz. e isso é um saco principalmente quando se é jovem e cheio de sonhos” PÁG 281.

Descrição Oficial
Por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? Essa sempre foi a dúvida de Valentina Gontcharov. Entre o trabalho como gerente do mercado do bairro e as tarefas de casa, o sonho de viver de música estava, aos poucos, ficando em segundo plano. Até que, ao descobrir que tem ouvido absoluto e ser aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país, a garota tem a chance de seguir uma nova vida na conhecida Cidade da Música, o lugar capaz de realizar todos os seus sonhos. No conservatório, Tim, como prefere ser chamada, terá que superar seus medos e inseguranças e provar a si mesma do que é capaz, mesmo que isso signifique dominar o tão assustador piano e abraçar de vez o seu lado de musicista clássica. Só que, para dificultar ainda mais as coisas, o arrogante e talentoso Kim cruza seu caminho de uma forma que é impossível ignorar. Em um universo completamente diferente do que estava acostumada, repleto de notas, arpejos, partituras, instrumentos e disciplina, Valentina irá mostrar ao certinho Kim que não é só ele que está precisando de um pouco de rock’n’roll, mas sim toda a Cidade da Música.

Ficha Técnica


Título: Sonata em Punk Rock
Autor: Babi Dewet
Editora: Gutenberg
Páginas: 304          
                                    

12 janeiro 2017

RESENHA | Tá todo mundo mal



     Uma tarde, foi esse o tempo que eu levei pra concluir essa leitura super leve e divertida. Tá todo mundo mal, esse título é um abraço aos nossos corações dado pela Jout Jout, mostrando que nada é perfeito o dia todo e as coisas dão errado pra todo mundo, todas as pessoas passam por crises e você com certeza não está sozinho nessa. "Sem crises parece que você não se transforma. E, se você não muda, você para."
 "Basta você pensar um pouquinho nas coisas da vida pra nascer uma crisezinha na sua cabeça."
     E tem todos os tipos de crises que se pode imaginar passar nessa vida, desde as mais leves e engraçadas até as mais estranhas está tristes, a crise de não saber lidar com a morte, a crise da possível polêmica de uma siririca, a crise da decepção atrasada...
     Tem algumas em que enquanto lia eu comecei a cogitar a hipótese de que a Jout Jout teria o dom de ler pensamentos e assim escreveu algumas crises com base na minha cabeça, porque me identifiquei demais,  entre elas estava a crise do medo da possibilidade de um estupro, a crise da ausência de talentos, a crise da festa versus moletom e a melhor (ou pior), a crise do corpo de mentira.
     Jout Jout fala sobre medos, problemas, sofrimentos, angústias e qualquer outro sentimento com o dom de fazer pensar e rir ao mesmo tempo. Nesse livro temos a presença de momentos que acontecem ou acontecerão na vida de todos, pelo menos uma vez, portanto acho difícil que alguém leia e não se identifique.
     Vale muito a pena ler, para dar risadas de coisas íntimas e outras bem banais. Afinal, a vida é uma piada.
 "Ninguém pode definir o que é fútil pra mim, ninguém decide o que posso ou não fazer. Afinal, é o meu corpo."
Resenha por: Nalu

Título: Tá todo mundo mal.
Autor: Jout Jout
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2016
Sinopse: "Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em Tá todo mundo mal, ela reuniu as suas “melhores” angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, “Jout Jout, Prazer”. Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!"

05 janeiro 2017

RESENHA | Naomi & Ely e a lista do não beijo


    Não é fácil. As coisas que realmente importam não são fáceis. Os sentimentos de alegria são fáceis. A felicidade, não. Flertar é fácil. Amar, não. Dizer que é amigo de alguém é fácil. Ser um amigo de verdade, não."
    Esse foi o trecho que me fez querer ler o livro. Descreve bem certamente um pouco da história mostrando que é difícil amar, ser feliz e ser um amigo de verdade.
     David Levithan é conhecido pelos romances com protagonista gay, este porém foi o primeiro livro do autor que eu tive o prazer de ler, escolhi ele por ser o mais falado entre todos os meus amigos porém confesso que não me surpreendeu muito, esperei algo mais profundo. Mas talvez seja exatamente esse o objetivo do livro, mostrar como é natural, comum e igual o relacionamento homossexual quebrando muitos tabus e mostrando que o amor não existe pelo gênero, que esse é apenas um pequeno detalhe.
     Um raio X da amizade, diria que é a descrição perfeita da história. Independente de como sejam seus amigos, com certeza você irá perceber alguma semelhança entra a amizade de Naomi e Ely e a sua com seu melhor amigo.
     "As vezes ainda parece que todos nós falamos línguas diferentes. Podemos até usar as mesmas palavras, mas os significados são diferentes. E o erro não está em falar línguas diferentes, mas em ignorar esse fato."
     Apesar de tudo esse livro nos traz ensinamentos lindos quanto a convivência com o outro e a amizade.
      É um tanto clichê em algumas partes porém um clichê com algo atual no meio, como colocando a garota linda e popular que todos tem todos os garotos aos seus pés, apaixonada por alguém que quer apenas amizade (nesse caso pelo fato óbvio de não ser hétero) e recheando a história de amores não correspondidos. Entre eles está Bruce, o primeiro que é um absoluto clichê, o cara comum que ninguém olha apaixonado pela garota popular. Mas isso não quer dizer que é chato, muito pelo contrário, clichês são até divertidos de se ler!
     Realmente tem partes do livro que caso alguém se atrevesse a arrancar não fariam a menor das diferenças na história porém isso é recompensado com as narrativas alternadas entre os personagens da história que faz com que a leitura fica mais divertida e ainda nos dê a oportunidade de saber do mesmo fato por vários pontos de vista.
      Basicamente, indico esse livro a quem queira se distrair e dar boas risadas, ele tem esse poder.

 "Sempre enxergamos o pior em nós mesmos. Nossas partes mais vulneráveis. Precisamos que outra pessoa se aproxime o bastante para nos dizer que estamos errados. Uma pessoa em quem confiamos."
Resenha por: Nalu 

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Título: Naomi & Ely e a lista do não beijo
Autor: Rachel Cohn, David Levithan.
Ano: 2015
Editora: Galera Record




Sinopse:
"O mais novo livro de David Levithan, autor de Will & Will e Todo dia Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi é irresistível, todos que cruzam seu caminho acabam se apaixonando. Mas ela sempre amou apenas o único cara que não pode ter: seu melhor amigo gay. E Ely é um conquistador barato que gosta de brincar com os sentimentos dos meninos até finalmente conseguir se apaixonar. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo™ — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo™ protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que... Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática."

04 janeiro 2017

RESENHA | Golem e o Gênio


     Olá! Hoje eu trago minha segunda resenha ao Sobre Livros: Golem e o Gênio. Em resumo, este livro foi surpreendente. Esta obra LINDA (Darkside <3) conta a história de duas criaturas, a Golem e o Gênio, que vivem um romance em meio a Nova York nos anos 20. O livro tem uma das melhores ambientações de cenário que já li em minha vida, acredito que o único livro que li com uma descrição tão perfeita foi Primo Basílio (SUPER CLÁSSICO). Mas relaxem, esta obra tem a perfeição de Primo Basílio, sem ser cansativa ou enrolada.
     Essas criaturas representam folclores da cultura judaica e árabe, respectivamente, e desenvolvem um senso de segurança e companheirismo que os protege de tudo que o mundo humano comum pode causar a eles. Para quem não sabe (como eu não sabia), Golem é uma escrava de barro com forma perfeitamente humana que é feita para obedecer seu mestre mesmo que custe sua própria existência e Gênios são seres de fogo que podem ser aprisionados em garrafas (ou lâmpadas mágicas) ou ainda em forma de humano.
     Este romance é regado pela transformação social nos Estados Unidos nessa época em que a imigração para lá acontecia sem limites, e é regado a personagens complexos e minuciosamente bem construídos. O livro possui pouquíssimos personagens e todos eles desempenham um papel fundamental no fechamento dessa história, variando entre o sorveteiro, um médico fugido do Oriente Médio, a dona da padaria, a filha da família que estava no poder em Nova York, e um ferreiro.

23 dezembro 2016

Resenha | Sing - Quem Canta Seus Males Espanta


No estilo de Zootopia e Glee, Sing, a nova animação da Universal tem no fundo de sua história uma lição para se aprender: Nunca Deixe de Tentar Realizar seus Sonhos.

O filme reuni o coala Buster Moon, dono de um teatro praticamente falido que tenta procurar um grande espetáculo para realizar seus sonhos adormecidos e para pagar suas dividas antes que o teatro vá a leilão; junto com ele tem a porca Rosita, uma dona de casa, esposa e mãe de vinte e cinco porquinhos que deixa seus sonhos de ser cantora de lado em prol da família, a porco espinho Ash que tenta ser uma astro do rock, o gorila Johnny que auxilia sua família em uma série de roubos, enquanto esconde seu sonho de ser cantor, o rato arrogante Mike que sonha em ser reconhecido por seu talento e a elefanta Meena com um talento incrível, mas grande insegurança.


Com esse grupo o filme se inicia sendo apenas mais uma animação infantil com personagens e momentos engraçados, contudo este se destaca por mostrar de um jeito pessoal como são os realitys shows musicais, homenagear ícones e gêneros pop's como um quinteto que faz referência a cultura do kpop e por deixar como base como dito antes que não importa a idade, suas condições físicas ou financeiras, você deve correr atrás dos seus sonhos, me lembrando muito a série Glee que dá importância a singularidades das pessoas (a propósito se você gosta desse tema e nunca assistiu Glee, ASSISTA!)


21 dezembro 2016

Mini Resenha | ABC do Amor


ABC do Amor, ou “Little Manhattan”, como é o título original em Inglês, conta a fofa e ingênua história de Gabe (Josh Hutscherson, muito antes de “Jogos Vorazes”), um garoto de 10 anos que está enfrentando a separação dos pais, que ainda vivem na mesma casa.
Ele tem uma rotina normal: vai à escola, joga bola com seu pai e se diverte andando por quarteirões de Nova York com seu patinete.
Certo dia, ele se matricula em uma aula de caratê e então, sua vida pacata muda repentinamente.
Gabe se vê apaixonado por Rosemary Telesco (Charlie Ray), colega de caratê e também colega de sala.
O filme, que possui Gabe como narrador, começa a ficar bem interessante quando o mocinho descobre que está vivendo seu primeiro amor. Ele faz de tudo para passar bastante tempo com Rosemary. Eles vão ao parque, andam juntos de patinete, estudam caratê e até saem a procura de um apartamento para o pai de Gabe.
Mas, esse amor que Gabe sente pode ficar apenas em sua memória, caso Rosemary se mude de escola. Então, o garoto terá que lutar por ela.

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As cenas são extremamente fofas, o amor é retratado de uma forma linda e inocente. Rosemary é uma garotinha de 11 anos mas muito madura para sua idade. E essa é uma das questões que o filme aborda: “As meninas amadurecem mais rápido que os meninos?”
Amadurecendo ou não, o importante é que “ABC do Amor” retrata aquela história pura que todo mundo já viveu. O mais legal de ser narrado em 1ª pessoa pelo próprio Gabe é que, além de o espectador se divertir e se emocionar com sua história, passa a enxergar os fatos como o próprio Gabe, e o mais legal: consegue se lembrar das semelhanças com sua própria vida, afinal, “o primeiro amor a gente nunca esquece” :)

20 dezembro 2016

RESENHA | GIGANTES ADORMECIDOS


Sinopse:


Rose passeia de bicicleta pelo bosque perto de casa, quando de repente é engolida por uma cratera no chão. A cena intriga os bombeiros que chegam ao local para resgatá-la: uma menina de onze anos caída na palma de uma gigantesca mão de ferro.
Dezessete anos depois, Rose é ph.D em física e a nova responsável por estudar o artefato que encontrou ainda criança. O objeto permanece um mistério, assim como os painéis que cercavam a câmara onde foi deixado. A datação por carbono desafia todas as convenções da ciência e da antropologia, e qualquer teoria razoável é rapidamente descartada.
Quando outras partes do enorme corpo começam a surgir em diversos lugares do mundo, a dra. Rose Franklin reúne uma equipe para recuperá-las e montar o que parece ser um robô alienígena gigante quase tão antigo quanto a raça humana.
Mas, uma vez montado o quebra-cabeças, ele se transformará em um instrumento para promover a paz ou causar destruição em massa?
Parte ficção científica, parte thriller, Gigantes adormecidos é uma história viciante sobre a disputa pelo controle de um poder capaz de engolir todos nós.

Autor:                                                       Características:

Sylvain Neuvel
          Título original: Sleeping giants
          Autor: Sylvain Neuvel
          Páginas: 328
          Ano: 2016
          Editora: Suma das Letras




Resenha:

De acordo com a sinopse, qualquer leitor pressupõe que o livro é contado em primeira pessoa e que a Doutora Rose Franklin seria a protagonista, certo? Errado. Foi o que eu também pensei.  Okay, não estamos tão errados assim porque o prólogo é exatamente como imaginamos, todo o resto que não. No primeiro capítulo a forma de narrativa já muda, são quase arquivos, interrogatórios, perguntas e respostas onde o interlocutor é alguém que nunca se identifica. Acho que esse é um dos maiores mistérios do livro: quem é o inquisidor.
O enredo por si só chama atenção, é instigante. A busca por todas as peças do artefato e a montagem é diferente do que eu esperava por causa do formato dos capítulos, todo o livro é diferente do que eu imaginava por causa do meio de narração. Eu fui surpreendida ao passar das páginas por entraves políticos, mitologia, física, biologia... Diversos assuntos e quando o fechei, acho que dá pra dizer que como leitora saí um pouco mais inteligente. O livro todo é inteligente, os diálogos são maravilhosos e os personagens bem construídos. 
A forma de narrativa nos proporciona conhecer um pouco mais cada personagem e a medida que vamos ficando mais próximos dos personagens acaba ficando ainda mais evidente o quão pouco sabemos do interrogador. O livro não é uma ficção surrealista, é algo verossímil com o que a gente conhece, todas as teorias são possíveis e você sai com pelo menos uma pulga atrás da orelha depois de lê-lo. Será que estamos mesmo sozinhos no universo?




18 dezembro 2016

RESENHA | A Estranha Vida de Timothy Green


       Oi, pessoal! Como vão? Aqui estou eu novamente, desta vez trouxe a resenha do meu filme favorito da vida. Já citei ele aqui algumas vezes e acho que já tava passando de hora de fazer uma resenha sobre ele.
       Simples e encantador: duas pequenas palavras que descrevem perfeitamente o longa. O filme consegue emocionar a partir do instante em que conhecemos o drama do casal Green, capaz de cativar desde a trilha sonora.
     O filme conta a história dos Green, um casal que mesmo após muitas tentativas não conseguiam ter filhos. Até que um dia, após voltar de mais uma frustrante consulta à uma médica especialista, eles resolvem seguir em frente com suas vidas, mas não naquela noite. Então, em uma espécie de brincadeira, eles criam o filho perfeito depositando em uma caixinha qualidades e sonhos de como séria o filho que não podiam ter. Ao terminarem, eles enterram a caixa no quintal de casa.
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