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19 abril 2017

Primeiras Impressões | Lacrymosa


''O mal não resiste a uma porta destrancada.
Você não precisa ter escancarado nada para que ele entre, basta não girar a chave.
Quando ele bater sutilmente, mesmo que não obtenha sua concessão ou encontre apenas
silêncio, vai testar a maçaneta e vê-la ceder em suas mãos, entendendo a mensagem como
permissão de entrada.''

É assim que começa o prólogo do novo livro de Juliana Daglio, uma autora nacional com muitos livros com seu nome na lombada. Eu decidi começar essas primeiras impressões de uma forma diferente, sem a sinopse ou a capa do livro no início. Primeiro porque não há capa oficial e segundo porque eu achei a sinopse extremamente reveladora. Não me levem a mal, ela não dá spoiler do livro inteiro, mas acabou dando spoiler das primeiras páginas que li. Talvez isso se deva ao fato de eu não ter procurado nenhuma informação antes de começar a leitura e/ou não lembrar muito do que já tinha lido a respeito da obra depois do meu hiato em prol do meu final de semestre. Pra mim, isso de chegar sem saber o que esperar tornou a leitura infinitamente mais prazerosa, então, recomendo.  De qualquer forma, a sinopse e as capas provisórias estarão no final desse post.
Não sabemos quem é a protagonista: seja em relação ao seu nome, sua cor favorita ou quantos irmãos ela tem. Ela começa aterrorizada, mas determinada, divagando sobre a maldade existente na terra. Um ponto interessante é que quando tratamos de livros de terror, não sabemos mais o que esperar porque tudo depende de que diretriz mitológica o autor seguiu. Com diretriz mitológica me refiro a religiões, lendas, mitos e afins. Então isso acaba quebrando a previsibilidade da obra. Sabemos que a menina de apenas 16 anos tem que largar tudo o que conhece para proteger aqueles que ama, mesmo que não saibamos exatamente o que os ameaça. É isso que eu digo quando falei da sinopse, ela quebra um pouco esse e outros mistérios que conseguiram me envolver bastante.
O primeiro capítulo em si começa anos depois, onde a menina já assumiu uma nova identidade e está estabelecida e embora a aparência de normalidade talvez até consiga enganar em um primeiro momento, ela não abandonou nada que trouxera na bagagem. Eu não me sinto confortável chamando-a de Valery sabendo que esse não é seu verdadeiro nome, ela tem dramas que conseguem se passar por comuns em relação ao trabalho na força policial, a casos românticos que não tem nada de românticos e a amizades que não podem ser taxadas assim. Por trás da fachada, tudo que acontece em sua vida tem uma carga muito mais sombria, mas Valery tem isso sobre controle, até que é exposta a escuridão novamente, muito mais escuridão do que ela pode lidar e pedir ajuda é a única opção.
Os capítulos não são narrados exclusivamente pela Valery e isso, um ponto que poderia ser negativo, é positivo por ser tão bem feito. A história te laça por aparecer um mistério atrás do outro sendo que você não tinha desvendado o anterior em primeiro lugar, mas de alguma forma tudo consegue se conectar. Música também é um elemento marcante na obra e não só por seu título ter ligação com Mozart, mas também pelo rock que é sua trilha sonora mais frequente.
Eu queria dizer ainda que a escrita da Ju é madura. Existem livros que se esforçam para manter um linguajar mais facilmente compreensível, mais simples se é que me entendem, muitas vezes até bastante próximo do nosso jeito de falar. Juliana não é assim, sua escrita é mais madura e menos óbvia. Deixe-me dar um exemplo: em vez de falar "Maria vestia um moleton, calça jeans e uma bota." que foi a versão mais simples que consegui pensar, ela escreve "Ela tinha as costas curvadas, o rosto coberto por um capuz largo demais, assim como era o moletom que lhe descia até o meio das coxas, cobrindo parte do jeans grosso escondido na canela pela bota de cano alto''. Ela literalmente escreve assim, essa é uma citação retirada do livro. Vê essa última parte em destaque? Isso seria escrita menos óbvia para mim.
Essas primeiras impressões acabou ficando muito grande, né? Desculpa, me empolguei! Eu só sei que depois dessas primeiras impressões, eu sei que esse é um livro que eu preciso ter na estante e rápido, de preferência, porque preciso saber como acaba.
Vocês podem encontrar mais sobre esse e outros livros da autora em sua fanpage.

Sinopse:


O nome dela não é Valery Green. Também não nasceu no Kansas, e sua família toda não morreu num acidente de carro onde ela foi a única sobrevivente. Nascida num mundo de trevas e segredos apocalípticos, a garota feita de mentiras luta dia após dia para ter uma vida longe de sua verdadeira identidade e de seu dom misterioso, o qual ela julga como uma maldição.
Por cinco anos, ela conseguiu. Escondida na pacata Darkville, tornou-se uma respeitada Detetive, conhecida por sua frieza e eficácia no trabalho. Seu companheiro Axel parece ter orgulho de trabalharem juntos, até ficar frente a frente ao que encontraram na busca daquela noite - um demônio dentro de uma garotinha.
Para ajudar a pequena Anastacia, Valery terá que colocar em risco o trabalho na polícia e seu relacionamento com Axel, recorrendo à ajuda do Padre Henry Chastain, um velho conhecido. Desenterrando um passado cheio de exorcismos, perseguições e batalhas contra demônios, esse reencontro não promete ser feito de abraços e boas-vindas.
Chas, como ela o chama, é conhecido como o maior Exorcista vivo - a Espada de Sal do
Vaticano, e é sua única esperança de lutar contra o novo inimigo, mas também representa
o ponto fraco de si mesma e o acesso a um passado doloroso que pode despertar seus
próprios demônios interiores.

Sobre o livro:

Lacrymosa é uma história contada em um livro só, embora seu universo abra possibilidades para a criação de novos plots e ganchos para novas aventuras. Escrito em um ano e meio, foi editado pela Agencia Increasy e passou por lapidações com a ajuda de Coachs Literárias. O gênero claudica da fantasia dark, ao terror, com pitadas de romance e um drama psicológico intenso, narrado do ponto de vista de seus protagonistas. A mitologia foi embasada em diferentes fontes de religião, história e teorias, construindo uma premissa com ideias próprias, criadas na mente dessa autora que vos fala. Muitas das opiniões dos protagonistas e narradores, se distancia em milhas das minhas próprias opiniões, o que tornou o processo de criação deles um desafio sem igual, que mudou para sempre a minha vida e minha relação com o divino.



21 fevereiro 2017

RESENHA | Borborema


Sinopse:

Annabel é uma mulher fria e calculista, que fugiu do seu passado para a cidade grande e construiu uma vida "segura" e invejada por muitos. Sua intenção era nunca mais olhar para trás, porém um telefonema muda tudo e a obriga a voltar à Borborema, a fazenda de sua família.
    
Lá, ela terá que enfrentar muito mais do que inicialmente havia imaginado. Conflitos familiares, medos particulares, um assassinato que de alguma forma pode estar relacionado a ela e um homem que promete abalar as estruturas nada firmes de seu ser. 
    
Borborema promete envolver e encantar o leitor da primeira à última página. 

Resenha:

Eu sei que esse título pode não soar estranho aqui no blog porque eu já fiz as primeiras impressões dele por aqui, mas agora, como blog parceiro da autora tivemos acesso ao livro na integra e corremos para trazer a resenha para vocês.
Como eu disse nas primeiras impressões, o livro começa com Annabel no tribunal, lugar onde ela se sente mais confortável, mas além disso, somos apresentados a uma Annabel que acima de tudo se esforça para não precisar de ninguém, para ser independente e autossuficiente. Acho que muitas vezes nem ela se dá conta disso e é forçada a enfrentar tudo quando recebe uma ligação do lugar que tinha abandonado muitos anos atrás. Lá, ela tinha deixado para trás não só a fazenda na qual crescera, mas também toda sua família, seu coração e grande parte de si mesma.
O primeiro nó a ser desfeito no livro é o que fizera Annabel abandonar Borborema e fugir de Siqueira Campos em primeiro lugar, mas esse é o primeiro, de no mínimo três nós. Eu não consigo rotular Borborema em um único gênero, engana-se, como eu me enganei, quem acha que é só mais um romance. Só que é um romance, e é também um mistério, e um livro de investigação e ação.
Annabel volta para casa, passa um tempo tentando lidar com várias versões diferentes dela mesma que foram obrigadas a se confrontar e vários fatores externos parecem querer deixá-la louca.
Mas Annabel encontra o amor de novo, ainda que lute contra ele. E isso, foi a coisa que mais me incomodou em todo livro e foi mais uma particularidade do personagem do que qualquer outra coisa. Foi uma birra pessoal com a protagonista mesmo, daquele tipo que eu queria a sacudir e falar umas poucas e boas, sabe? haha.
Acontece que Annabel tem a vida dela na capital, é independente, bem-sucedida e uma profissional estimada, mas ela encasqueta que precisa de um homem para cuidar dela, que precisa de filhos e blá blá blá. O problema não é ela desejar um homem ao seu lado e querer construir uma família, é como ela parece achar que nunca vai ser feliz sem isso sendo que ela viveu anos por si mesma e estava satisfeita com a vida que tinha. Eu entendo que ela abdicou de algumas coisas para viver outras, mas a vida é feita de escolhas e não dá pra conseguir tudo. Quando ela focou na satisfação profissional, a vida pessoal dela ficou em segundo plano e não há nada de errado nisso, foi uma escolha e durante um tempo isso bastou para ela até que não era mais suficiente. Foi nesse ponto que eu me irritei, ela sabia que podia ser feliz com a vida antiga porque já fora, mas aí ela passa a achar que não pode mais ser suficiente para si mesma, que precisa de um homem para cuidar dela sendo que ela sempre se cuidou sozinha. Ah, por favor. Porém, eu entendi que precisava aceitar as escolhas dela e aí fiquei de bem com Annabel de novo.
Não me interpretem mal, é um ótimo sinal o fato de eu me chatear com a protagonista, quer dizer que a história, a trama me envolveu tanto que eu vejo o personagem como uma pessoa e não só como alguém que não existe fora das páginas do livro. E, de fato, a escrita te envolve e os personagens soam verrosímeis, com seus defeitos e indecisões.
Aí o livro dá outra guinada, a vida romântica da protagonista não é mais o foco, ainda que esteja sempre em um plano secundário. Segredos não revelados, crimes, trapaças, inimigos, aliados, sujeiras, tiros, sangue, ação... Tudo isso se enlaça numa teia que prende Annabel no meio e somos levados juntos.
Acho que posso dizer que em Borborema vemos o amadurecimento de Annabel, mesmo que ela se acha a velha sábia no quesito coisas da vida, eu posso citar pelo menos quatro Annabeis diferentes no decorrer do livro e no final, eu entendo que ela teve que se perder para se encontrar e agradeço por ela ter deixado a gente acompanhá-la nessa aventura. 

Vocês podem adquirir o livro no site da editora e acompanhar as novidades na página do facebook do livro.

01 fevereiro 2017

ENTREVISTA | F. S. Viturine


Alguns dias atrás nós fizemos uma post chamado Motivos Para Você Ler O Filho do Amigo do Meu Pai. Eu vi que vocês gostaram muito do post e que também gostam muito da história, então fui procurar o autor da historia para fazer uma rápida entrevista para vocês. Se você não conhece a história eu iriei colocar o resumo e os links para você poder ler. Espero que vocês gostem da entrevista! 


De onde saiu à inspiração da história O Filho do Amigo do Meu Pai?

R: Quando comecei a escrever, era bem novo e nunca tinha escrito nada. Era só um adolescente, sem nada para fazer e viciado no Orkut como qualquer um era naquela época. Então passava várias horas do dia lendo os Contos de uma comunidade e foi daí que surgiu a inspiração: os contos que já existiam lá. Alguns eram histórias bem reais e tocantes, então eu pensei e decidi criar minha própria história.


Qual personagem que você mais gosta? E qual você menos gosta?

R: O personagem quem mais gosto é sem dúvidas o Pedro. Ele não era o meu favorito no início. Sempre tive certo apego com Guilherme, por me identificar muito com ele, mas Pedro foi me cativando à medida que ia desenvolvendo o personagem e criando suas atitudes (sem falar de que em minha mente, ele é o cara mais lindo do mundo). E o que menos gosto, com certeza é Bianca. Ela é um doce, mas foi uma personagem na qual não consegui trabalhar muito e que realmente me irritou pra caramba, principalmente com sua ingenuidade em relação ao Gui.


Se um dia seu livro for publicado fisicamente (e vai, em nome de Jesus! ) o que você não deixaria ser mudado?

R: Que suas preces sejam ouvidas! HAHAHA Mas então, eu com certeza não deixaria que mudassem os nomes. Não consigo imaginar Guilherme, Lucas e Felipe com outros nomes. Seria muito estranho!


Já teve vontade de chorar escrevendo alguma parte da história?

R: Ah, isso aconteceu muito, pode acreditar! Principalmente no último livro. Mas acho que a cena na qual mais chorei foi à cena em que Augusto resolve ter a séria conversa com Guilherme, no final do terceiro livro, quando Gui está submerso em sua depressão. Derramei-me em lágrimas, literalmente!


Qual o casal que você mais shippa?

R: Eu poderia citar Guilherme e Samantha? Ou Guilherme e Pedro? Porque acho que a relação do Gui com os dois foi mais pura e linda que qualquer outra.                       
Qual personagem você mais se identifica?
R: Guilherme, sem dúvida alguma. Acho que vocês podem considerar o F.S. como 90% Gui, principalmente em relação à timidez... HAHAHA. Mas muitos dos pensamentos do Gui, principalmente no primeiro livro, eram interligados com os meus na época em que escrevi. Não minto quando digo que cresci e amadureci com o Guilherme.


Quanto você postou o último capítulo de Decisões, as pessoas que apoiavam Lucas e Guilherme foram à loucura. Alguns pediram até para que você fizesse um final alternativo, e nele o Guilherme iria terminar com o Lucas. Você já pensou em fazer isso (um final alternativo com Guilherme e Lucas)?

R: O que pensei de verdade foi escrever vários capítulos finais e escolher um deles para publicar, mas os outros não seriam divulgados. Estive em dúvida até o último momento e acredite, foram tantas possibilidades que você nem imagina. Um exemplo disso, foi que existiu uma grande chance de Felipe morrer e Guilherme não ficar com Lucas. A ideia era que ele terminasse sozinho ou com um terceiro e novo personagem que seria inserido nos últimos capítulos. Para ser mais exato, seria um enfermeiro do hospital. Isso ficou na minha cabeça por uma semana inteira.




Guilherme Viturine é um adolescente em plena puberdade. Filho de um médico viúvo, dedica sua vida aos seus estudos e a ajudar seu pai na criação de seu irmão caçula. 
Sua vida vira de pernas pro ar quando conhece seu mais novo vizinho da frente. Lucas é a encarnação dos desejos mais primitivos que existem em Guilherme, e ao descobrir que terá de conviver com Lucas todos os dias, ele logo se apavora com os novos sentimentos e desejos que seu corpo e sua mente parecem contrair. 
O que fazer com os desejos recém surgidos? E como lidar com algo desconhecido, que parece te sugar para o assombro do medo e da negação?
Essa é a vida de Guilherme. Um garoto que não se conhece, vivendo sua primeira história de amor, aceitação e batalhas em busca de uma relação que pode mudar sua vida. Uma história de DESCOBERTAS.


24 junho 2016

Resenha: Deixe-me entrar



Sinopse:


Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir a verdade para que a família tenha a afastado, uma vez que não ficou convencida de que a preocupação com os seus estudos seria o único motivo.
Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seus pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais do que gostaria de saber.
Cercada por muito mais perigos e desafios do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se para os desafios do futuro rapidamente se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?

Sobre a autora:


Letícia Maria de Godoy nasceu em 13 de fevereiro de 1994 na cidade de Curitiba, no Paraná, porém cresceu em Siqueira Campos, onde descobriu, sentada sob as sombras da casa onde morava, o seu gosto pela leitura. Aprendeu a ler e escrever aos 4 anos de idade, tendo como primeira professora sua mãe, e aos 8 anos começou a escrever seus primeiros contos em restos de cadernos escolares. Desde então, nunca mais parou. Aos 17 anos passou no vestibular para ingressar na faculdade de Letras, um sonho que se tornou realidade. Aos 18 anos, publicou três contos na antologia intitulada Pontos da Vida, sua primeira aventura no ramo da literatura. Atualmente dedica-se a escrita de romances, a revisões textuais e pesquisas no ramo da linguística aplicada.


Resenha: 

Deixe-me entrar é um livro em que o sobrenatural é natural. É um romance, é uma aventura e é uma fantasia.
 Uma coisa que me marcou muito no início é o quanto Julianne Ipswich é necessitada do amor e da afeição familiar. Apesar do que ela tenta passar, não importa se ela teve pais postiços maravilhosos ou que ela se autodenomine madura o bastante para lidar com o abandono, ela continua sendo uma menina frágil. 
Anne, como ela prefere, foi deixada ainda pequena em um colégio interno na Suíça e cresceu sem receber nem visitas. É inconcebível para ela o motivo já que seus pais tiveram tantos filhos antes dela e nenhum deles recebeu o mesmo tratamento. Ainda assim ela foi "adotada" por um casal de professores que não tiveram filhos e teve todo o amor do mundo dado por eles. 
De uma hora para outra, seu pai enfim aparece para levá-la para casa, mas, a essa altura, onde é realmente sua casa? Julianne volta à América, mas tudo lhe é estranho: sua família, seus costumes, sua casa e ela mesma.
E, aos poucos e abruptamente, Anne descobre o que realmente são as pessoas que a cercam, o perigo que corre e o quão já está envolvida com tudo isso sem nem saber porque nunca houve uma escolha, talvez para os outros, mas não para ela. 
O livro começa com um prólogo que se passa na França de 1464, é um capítulo que conta com um português um pouco mais arcaico se comparado ao atual e com um caráter histórico bem marcante. É também um dos trechos mais dramáticos e sentimentais de toda a história. 
A história em si se passa no século XXI, mas alguns elementos como o fato da família de Julianne morar em um castelo e alguns personagens trajarem vestes de outros tempos faz com que tudo na verdade pareça bem antigo. Ainda que isso se justifique por se tratar de uma cultura sobrenatural específica, soou pouco sutil para mim o resultado desse encontro de épocas. 


Sendo bem do contra, digo que a protagonista não é minha personagem preferida pois é um tanto quanto previsível e isso fica bem visível principalmente nas suas relações românticas: ela é jovem, certinha ao extremo, ingênua e até quando dá a louca, não surpreende, mas um ponto forte dela é a determinação de ferro.
Uma coisa muito legal do livro são as referências, elas são bem sutis, tanto que posso até ter imaginado algumas: de Drácula a Crepúsculo. A diagramação é linda e a revisão muito bem feita. A capa é maravilhosa e já conquista de primeira. Dá para perceber que o livro foi pensado com muito carinho para os leitores, sabe? É muito atenciosa a necessidade que a autora sentiu em criar um apêndice que explicasse melhor o mundo que ela criou e os termos novos para nós. 
O enredo se desenvolve surpreendentemente bem do meio para o final e prende o leitor mesmo, eu terminei sem saber lidar com o fato que não tinham mais páginas e desesperada para o lançamento do segundo volume, só sei que amo termos a Letícia como autora parceira!

Onde adquirir:

- No site da Editora Arwen
- No site da Livraria Cultura
- No site da Livraria Martins Fontes Paulista e também na loja física localizada na Av. Paulista.
- E-book no site da Amazon



18 junho 2016

Primeiras Impressões: Dias de Chuva



Sinopse:

Se neste mundo existissem bruxas e feiticeiras, se existissem criaturas das trevas, matis e visagens e estivessem todos escondidos entre os prédios, na miséria e nos nossos sonhos, as escolhas seriam tão diferentes do que conhecemos?
Júlia nasceu no cerne de uma família desestruturada, fruto de vícios, fome e pobreza, mas também nesse mundo, onde a magia se esconde. Ainda criança, conhece Audrick, um jovem
soturno e misterioso, que vendo nela um grande dom, intervém em sua família criando planos e moldando seu destino. Porém, na margem desse caminho, Vânia, tio de Audrick (um homem
pérfido e aliciador de jogos de azar) também escreve a trama. Com o tempo, a garota descobre seus próprios segredos e mistérios, até que precisará enfrentar seu maior e mais poderoso rival.
Esta é uma história sobre humanidade, sobre caminhos e destino. Sobre busca e abandono. Sobre encontrar e perder-se. Sobre plantar e colher.

Primeiras Impressões:

A esta altura vocês já devem ter percebido que trata-se de uma história de fantasia, mas eu não, eu não sabia quando li porque não gosto de pesquisar antes de ler o livro, eu amo me surpreender e cair de cabeça sem ter a miníma ideia de para onde estou indo. A autora, Carolina Mancini, que hoje é parceira do blog, disponibilizou o prólogo e os dois primeiros capítulos para fazermos as primeiras impressões e eu juro, de tudo o que li, só o finalzinho mesmo que deixa a dúvida se há ou não algo sobrenatural rondando os capítulos. Porque o livro começa incomodando de verdade, colocando o dedo na ferida da sociedade. A autora ilustra com clareza a pobreza, a fome, a miséria e como cada família lida com elas. É chocante, é realmente um tapa na cara. Júlia, a protagonista tem oito anos nessa primeira fase, digo primeira fase porque de alguma forma o livro deu a entender que ela envelheceria no decorrer das páginas, é, foi sutil assim. Júlia e os irmãos, Leonardo de doze anos e Luana de apenas dois, dependem do trabalho árduo da mãe, Rafaela, para sobreviver já que o pai deles, Pedro, é um alcoólatra também viciado em jogo que leva o pouco que a família tem para ralo. Trata-se de uma dinâmica familiar muito delicada: o Leonardo vive doente, a Luana não fala uma palavra, a Rafaela quase não para em casa trabalhando e o Pedro com seus vícios. Até que, de uma hora para a outras, as coisas começam a melhorar. Não falta mais comida nem remédios, aos poucos móveis e roupas vão sendo comprados, Rafaela não precisa mais trabalhar tanto, eles começam a conversar e Luana até aprende a falar! Tudo isso por causa de uma única pessoa: Audrick. E só Júlia desconfia de seu benfeitor e do interesse que ele tem principalmente nela. Na cabecinha de uma menina pobre de oito anos, ela sabe que tem algo errado e vai fazendo seus testes e quão surpresa ela não fica quando eles dão resultado! A degustação acaba exatamente aí, com essa dúvida no ar, com esse é ou não é e essa curiosidade dando nó no estômago. Eu só sei que, apesar de ser uma fantasia, Carolina nos traz um nível arrebatador de verossimilhança com a dura realidade que enfrentamos e que eu mal posso esperar para terminar de ler.

Vocês podem encontrar o prólogo aqui , acompanhar o livro no Facebook adquirir um exemplar no site da editora .




28 fevereiro 2016

Resenha | O Lago Negro


~ SOBRE O LIVRO ~


Sinopse:
Verônica é uma garota problemática marcada por um passado traumático do qual mal se lembra, mas que lhe tirou o direito à total sanidade. Ao se mudar para o interior, depois de passar no vestibular, ela se depara com o local perfeito para se inspirar e, finalmente, transformar seus personagens imaginários em um livro. Lagoana é uma cidade nebulosa, úmida, habitada por almas quietas e pouco amigáveis. Porém, o clima obscuro não despertará somente a criatividade, mas também acordará seus fantasmas mais profundos.Prestes a perder o controle sobre sua trama e sua mente, Verônica conhece um estrangeiro de sorriso cafajeste e olhos azuis e, desconfiada de suas intenções, ela guarda segredo quanto ao seu livro, mas não sabe que Liam também tem os seus. Verônica nem desconfia, mas eles podem ser a chave para os mistérios que a rondaram durante toda sua vida. Assim, o lago negro de sua imaginação será, definitivamente, o estopim para toda sua loucura emergir. O que será que ele esconde no fundo de suas águas escuras?

Autora:                                                          Características:
                            Título: O Lago Negro
                             Autora: Juliana Daglio
                             Páginas: 578
                             Ano: 2015
                             Editora: Arwen


06 agosto 2015

Resenha: Por um toque de ouro


                 O que você faria se descobrisse que nasceu com o dom especial da sorte?

~ Sobre o livro ~

 Sinopse: 
Depois do bem-sucedido O reino das vozes que não se calam, criado em parceria com a atriz Sophia Abrahão, a escritora Carolina Munhóz estreia em voo solo na Rocco com Por um Toque de Ouro, o primeiro volume de uma série inspirada pelas lendas irlandesas cuja trama tem início no St. Patrick's Day, o mais importante e celebrado feriado do país. Mistura de fantasia e chick lit, o romance é ambientado na Dublin contemporânea e protagonizado por uma jovem ligada ao mundo fashion que descobre ser herdeira de uma rara linhagem Leprechaun, o que a ajuda a ter sucesso em tudo o que faz, mas também a faz correr constante perigo, já que muitas pessoas têm interesse em se apoderar de seus dons.

Autora:                                                              Características:

                     Título: Por um toque de ouro 
                     Autora: Carolina Munhóz 
                     Páginas: 272
                     Ano: 2015
                    Editora: Rocco



29 julho 2015

Resenha 3 em 1: FML Pepper


Era uma vez uma menina que se apaixona pela sua morte.

~ Sobre os livros ~ 

Sinopse "Não pare!"

Nina Scott não suportava mais a vida nômade e solitária que sua mãe, Stela, a obrigava a ter.
Mudar de cidade ou de país a cada piscar de olhos, conviver com tantas perguntas que a consumiam, assombrada por mistérios de um passado guardado a sete chaves. Agora, aos 16 anos, a garota das estranhas pupilas verticais exigia respostas.
Quando Stela decide ficar em Nova York, Nina acredita que seu sonho de ter uma vida normal vai se tornar realidade. Finalmente terminará o ano letivo em um mesmo colégio, poderá fazer amigos sem ter que abandoná-los em seguida, viver um grande amor, amadurecer, criar raízes... Enfim, curtir a juventude.
Perdida no olho de um furacão de mortes e inexplicáveis acidentes, tendo que esconder os terríveis fatos da mãe paranoica, Nina começa a desconfiar da própria sanidade mental, de tudo e de todos. O que explicaria os paralisantes calafrios, a perda de visão e de memória que experimentava sempre que alguém morria ao seu redor? O que ela teria a ver com os bizarros e sobrenaturais acontecimentos? Estariam eles interligados? 
Seria a Morte sua companheira para toda a vida? 
É chegada a hora da verdade.

Sinopse "Não olhe!"



Prisioneira de uma sombria dimensão.
Possuidora de um dom  e de uma maldição.
Determinada a encontrar seu caminho e sua identidade.
Fugir e sobreviver ou enfrentar seus fantasmas e acabar morrendo?
Se justamente a única pessoa que poderia lhe ajudar foi a responsável por reduzir seu coração em pedaços, em quem Nina poderia confiar agora que acaba de descobrir que a morte pode ter muitas faces?


Sinopse "Não Fuja!"


Vida.
Morte.
O que há entre elas?
Antes delas?
Depois delas?
Como distinguir a linha tênue entre dois universos tão distintos e intimamente ligados?
Como não sucumbir ao desejo que lhe drena a vida?
Como aceitar que existe morte em vida e vida na morte?
O que fazer quando a morte é a centelha que pulsa na vida embebida de escuridão?
Que caminho tomar quando o perigo é real?
A bússola da existência gira e aponta: o medo é uma opção, a vida, uma batalha, a morte, uma bênção.

25 maio 2015

Diário de um Adolescente Apaixonado | RESENHA



     O que falar desse livro que eu conheço a pouco tempo e já considero 'pakas'?! Caramba, pensem naquele livro que te faz ficar melhor com tudo que vê por ai, é esse! 
     Em Diário De Um Adolescente Apaixonado o Rafael vai conversar com você como se ele estivesse ai do seu lado, te abraçando e sendo fofo contigo. Mas não pense que só porque o titulo é meio clichê assim que o conteúdo será completamente 'Nicholas Sparks' , são 24 crônicas extremamente bem humoradas, com amor exalando em cada página e sim, muuuuuuuuuuuito úteis. 
     O Rafa vai falar de tudo, desde a amizade até o preconceito, e entre meio as linhas vocês encontraram pedaços e pedaços dele, conhecerá um pouco mais da vida dele, e assim como ele, que sempre foi um cara muito apaixonado pela vida, aprenderá a admirar cada coisa boba que a vida lhe oferece, e por aí vai. 
    O livro é bem tranquilo, li em uma hora mais ou menos, e pelos deuses, tive até que abraçar quando terminei. Tem uns gráficos bem legais e muito da hora, não tem como não gostar, comprem e se surpreenderão, super recomendo!


Título: Diário de um Adolescente Apaixonado
Autor: Rafael Moreira
Ano: 2015

Ele suou frio quando deu o primeiro beijo. Já sofreu bullying na escola. Já gostou de quem não gostava dele. Sente muita falta de quem foi embora. Já brigou com a namorada por Whatsapp e depois pediu desculpas. Ele não troca os amigos por ninguém. Se bem que amigo, AMIGO mesmo, pra ele, é a família.
Em 24 crônicas bem-humoradas (claro), o Rafa conversa com a gente como se estivesse bem pertinho. Acostumado a mostrar o rosto na internet, ele criou coragem e começou a escrever sobre as situações da sua infância, sua relação com a família, com as meninas, com os amigos. De cada história, ele tirava uma reflexão sobre as mudanças que já aconteceram na sua vida e o que ele aprendeu com elas.
O resultado está aqui, neste livro que você vai ler e depois abraçar bem apertado.
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